Auxílio emergencial pode voltar e durar até 4 meses diz Bolsonaro

Retorno do benefício, que socorreu 68 milhões de cidadãos em 2020, aconteceria já a partir de março

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (11) que o auxílio emergencial poderá retornar em março e durar entre três e quatro meses.

A declaração foi feita à imprensa após evento em Alcântara, no Maranhão. O chefe do Executivo voltou a falar que o benefício é “emergencial” e é um “endividamento enorme” para o país.

Bolsonaro disse que volta do auxílio emergencial está “quase certa” e que valor está sendo definido com o Parlamento – Foto: Carolina Antunes/PR/ReproduçãoBolsonaro disse que volta do auxílio emergencial está “quase certa” e que valor está sendo definido com o Parlamento – Foto: Carolina Antunes/PR/Reprodução

Em 2020, o auxílio emergencial socorreu 68 milhões de cidadãos diretamente, totalizando um gasto público sem precedentes, que atingiu um montante superior a R$ 300 bilhões em pagamentos.

“Está quase certo, não sabemos o valor. Com toda a certeza, a partir de… Pode não ser, né. A partir de março, três, quatro meses. É o que está sendo acertado com o Executivo e com o Parlamento também, porque temos que ter responsabilidade fiscal”, declarou o mandatário da República.

No evento, o presidente ressaltou ainda que “não basta apenas conceder mais um período de auxílio”. Ele defendeu que o comércio volte a funcionar em sua normalidade.

“Tem que acabar com essa histórica de ‘fecha tudo’. Devemos cuidar dos mais idosos e quem tem comorbidade. O resto tem que trabalhar. Caso contrário, se nos endividarmos muito, o Brasil pode perder crédito, daí a inflação vem, a dívida já está em R$ 5 trilhões, aí vem o caos, e ninguém quer isso aí”, alegou.

No ano passado, os beneficiados receberam ao menos 5 parcelas de, no mínimo, R$ 600. Em setembro, o governo decidiu prorrogar o auxílio até dezembro no valor de R$ 300, mas redefiniu as regras e só 56% dos aprovados fora do Bolsa Família tiveram direito a receber mais 4 parcelas extras.

Responsabilidade fiscal

Na quarta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que é preciso responsabilidade fiscal diante da pressão por um novo auxílio emergencial.

A classe política pressiona o governo a retomar o programa. A principal proposta aventada é o pagamento de três parcelas de R$ 200, a serem concedidas apenas aos trabalhadores informais que não recebem o Bolsa Família.

A ideia é que sejam beneficiados apenas os brasileiros que participarem de curso de qualificação profissional. Orçado em R$ 6 bilhões, ainda não há previsão de quando o novo subsídio governamental deve entrar em vigor.

Já na manhã desta quinta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que espera de Paulo Guedes uma solução imediata para bancar a criação de um novo auxílio emergencial para pessoas mais necessitadas durante a pandemia do coronavírus.

“É importante que mantenhamos o ritmo. Instalamos a CMO [Comissão Mista de Orçamento], já mandamos a reforma administrativa para a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], aprovamos a autonomia do Banco Central, que é muito importante para segurança monetária. Estamos fazendo a nossa parte”, apontou o parlamentar.

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