Bolsonaro diz que parlamentares estudam extensão de auxílio emergencial

Presidente voltou a repetir que benefício "não pode ser eterno", porque isso representaria um endividamento grande do país

Em agenda em Alcântara, no Maranhão, nesta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a equipe do governo e parlamentares discutem a extensão do auxílio emergencial por mais alguns meses.

O auxílio chegou a ser de R$ 600 (o dobro para mulheres que têm filhos), gerando um custo de R$ 300 bilhões para os cofres públicos em 2020 – Foto: Carolina Antunes/PR/ReproduçãoO auxílio chegou a ser de R$ 600 (o dobro para mulheres que têm filhos), gerando um custo de R$ 300 bilhões para os cofres públicos em 2020 – Foto: Carolina Antunes/PR/Reprodução

Sem fornecer mais detalhes sobre a proposta de prorrogação, o mandatário defendeu que o benefício não pode ser eterno, porque isso representaria um endividamento do país.

“No momento a nossa equipe, com parlamentares, estudamos a extensão por mais alguns meses do auxílio emergencial, que repito: o nome é emergencial. Não pode ser eterno, porque isso representa um endividamento muito grande do nosso país. E ninguém quer o país quebrado. E nós sabemos que o povo brasileiro quer, na verdade, é trabalho”, disse.

O auxílio chegou a ser de R$ 600 (o dobro para mulheres que têm filhos), gerando um custo de R$ 300 bilhões para os cofres públicos em 2020.

Bolsonaro destacou que foram destinados R$ 13 bilhões só para o estado do Maranhão. “Isso porque nós entendíamos, com o Parlamento, que havia a necessidade de socorrê-los. Porque com a pandemia houve muito fechamento de postos de trabalho, e vocês necessitavam de algo para ajudar na sobrevivência”, afirmou.

Pressão

Na quarta-feira (10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que é preciso responsabilidade fiscal diante da pressão por um novo auxílio emergencial.

A classe política pressiona o governo a retomar o pagamento. A principal proposta aventada é o pagamento de três parcelas de R$ 200, a serem concedidas apenas aos trabalhadores informais que não recebem o Bolsa Família.

A ideia é que sejam beneficiados apenas os brasileiros que participarem de curso de qualificação profissional. O programa está orçado em R$ 6 bilhões e ainda não tem previsão de quando deve entrar em vigor.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse também nesta quinta-feira, que espera de Paulo Guedes, uma solução imediata para bancar a criação de um novo auxílio emergencial para pessoas mais necessitadas durante a pandemia do coronavírus.

“É importante que mantenhamos o ritmo. Instalamos a Comissão Mista de Orçamento, já mandamos a reforma administrativa para a Comissão de Constituição e Justiça, aprovamos a autonomia do Banco Central, que é muito importante para segurança monetária. Estamos fazendo a nossa parte”, apontou o parlamentar.

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