Brasil firma acordo de US$ 1 bilhão com banco americano

Recursos vêm do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e podem ser aplicados em tecnologia 5G, infraestrutura, logística, mineração e manufatura

O EximBank (Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos) e o governo brasileiro assinaram nesta terça-feira (20) um acordo para investimentos de até US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) no Brasil.

O Exim e o Ministério da Economia concordaram em identificar opções para usar o financiamento do banco americano nas áreas de telecomunicações (incluindo tecnologia 5G – a próxima geração de rede de internet móvel), energia (incluindo nuclear, petróleo e gás e renováveis), infraestrutura, logística, mineração e manufatura (incluindo aeronaves), segundo informações da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Recursos podem ser aplicados em tecnologia 5G e infraestrutura, entre outros – Foto: Marcos Corrêa/PR/NDRecursos podem ser aplicados em tecnologia 5G e infraestrutura, entre outros – Foto: Marcos Corrêa/PR/ND

Na cerimônia de assinatura do memorando, no Itamaraty, em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil está abrindo os horizontes de investimentos.

“Fizemos um acordo com o Mercosul – que estava parado há oito anos; com a União Europeia – parado há 20 anos, fizemos um acordo com a Área de Livre Comércio Europeia. Começamos negociações com Japão, Coreia do Sul, Canadá e chegamos a um grande acordo com os americanos para facilitar o comércio, convergência de marcos regulatórios e anticorrupção”, disse o ministro.

Ele acrescentou que o acordo com o Exim “vem no momento exato” em que os horizontes de investimentos em infraestrutura, logística, cabotagem, mineração, petróleo e gás natural estão sendo “desbloqueados”.

“O Congresso está aprovando passo a passo cada uma dessas regras de modernização do marco de investimentos e estamos trabalhando com os americanos nos organismos internacionais”, ressaltou.

OCDE

Também presente na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a satisfação em receber a comitiva do embaixador Robert O’Brien, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Bolsonaro ainda agradeceu o apoio do presidente Donald Trump para a adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

A OCDE reúne os países mais industrializados do mundo e estabelece parâmetros conjuntos de regras econômicas e legislativas para os seus membros. Atualmente, o grupo conta com 36 países-membros, a maioria da Europa.

Da América Latina, apenas o Chile e o México estão no grupo. Para ingressar como membro, o Brasil deve cumprir uma série de requisitos, em um processo que leva, em média, três anos.

Bolsonaro disse ainda que espera comparecer à posse para o segundo mandato de Trump, caso ele seja reeleito, nas eleições que acontecem em novembro nos Estados Unidos.

“Não interfiro, mas do coração e pelo respeito que tenho ao povo americano e pelo trabalho e consideração que Trump teve para conosco, [é] que manifesto dessa forma nesse momento”, disse o presidente.

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