Caixa oferecerá linha de crédito tendo imóvel como garantia; veja como aderir

Linha de crédito ofertada pela Caixa conta com valor do empréstimo de até 60% do valor do bem; economista alerta para cuidados

A Caixa Econômica passará a operar uma nova linha de crédito nesta segunda-feira (3), denominada Real Fácil Caixa. Os clientes do banco com imóvel quitado, residencial ou comercial, poderão receber empréstimo de até 60% do valor do imóvel.

Caixa oferecerá linha de crédito tendo imóvel como garantia – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Taxas de juros

Ao contratar o empréstimo, o cliente pode optar entre três formas de juros – TR (Taxa Residencial), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou Taxa Fixa. Todas elas tem prazo de até 180 dias. As novas condições e taxas de juros valem para novos contratos.

Confira abaixo a diferença entre cada forma:

  • Taxa fixa: juros a partir de 0,8% ao mês, para clientes com conta no banco. A quota máxima de financiamento, em relação ao valor do imóvel, é de até 50%;
  • TR (Taxa Referencial), juros a partir de 0,7% ao mês.  A quota máxima de financiamento, em relação ao valor do imóvel, é de até 60%; e
  • IPCA: juros a partir de 0,6% ao mês. A quota máxima de financiamento, em relação ao valor do imóvel, é de até 60%.

O sistema de amortização fica a critério do cliente, que pode escolher entre SAC (Sistema de Amortização Constante), ou Price (Sistema Francês de Amortização).

Nesta primeira fase de lançamento da linha de crédito, o imóvel utilizado como garantia deve ser sem ônus, informa a Caixa. A contratação poderá ser feita nas Agências da Caixa e nos Correspondentes Caixa Aqui.

Alerta para a taxa IPCA

A economista Francine Mendes, do canal “Mary Poupe”, recomendada adotar a linha de crédito apenas em situações emergências. “É bom se você está endividado, ou tendo que pagar contas altas, como dívidas do cheque especial ou cartão de crédito. Senão, não vale a pena”.

O cuidado deve ser tomado principalmente se o cliente escolher a correção pelo IPCA, baseada na inflação. “Hoje a taxa está atrativa, mas pode piorar. Estamos numa política monetária expansiva, visto que o governo coloca dinheiro na economia. Com a produtividade lá embaixo e o incentivo ao consumo, pode aumentar a inflação”.

Caso o cliente decida pelo crédito, a economista recomenda que ele opte pela taxa fixa ou referencial. “Já que o financiamento é de longo prazo, é melhor não correr o risco. Mas o cliente só deve optar se realmente precisar”.

+

Economia Brasileira