Karina Manarin

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Ceramistas de Criciúma e região entram em greve

Quase 900 profissionais participaram das assembleias realizadas em Cocal do Sul, Centro de Criciúma na sede do Sindicato e no Centro Comunitário do bairro São Domingos

Os  ceramistas de Criciúma e região deliberam, em seis assembleias realizadas nesta quarta-feira, pela greve no setor a partir do próximo sábado, dia 20 de fevereiro. Quase 900 profissionais participaram das assembleias realizadas em Cocal do Sul, Centro de Criciúma na sede do Sindicato e no Centro Comunitário do bairro São Domingos, quando aconteceu a rejeição da proposta patronal para firmar a convenção coletiva da categoria para 2021 foi rejeitada.

Nas assembleias dois pontos de pauta foram debatidos e deliberados em

Ceramistas decidiram pela greve me Assembleia nesta semana – Foto: DivulgaçãoCeramistas decidiram pela greve me Assembleia nesta semana – Foto: Divulgação

votações secretas. A proposta patronal, sem aumento real de salários, reduções do adicional noturno de 30% para 20%, das horas extras nos feriados de 100% para 50% para novos contratados, criando uma situação de trabalhadores com contratos diferentes exercendo funções iguais.

Além disso, a proposta patronal previa a diminuição do abono de férias de R$ 1.220,00 para R$ 600,00  estendendo-o aos não sócios. Toda proposta foi rejeitada por 69,2% dos votos dos participantes das assembleias realizadas (590 a 262 votos).

O segundo ponto da pauta era a proposta de movimento de greve, já que o sindicato patronal fechou as negociações, requerendo apenas a mediação da justiça do trabalho. Foram registrados 866 votos, sendo 477 a favor da greve e 377 contra; 11 votaram em branco e um ceramista anulou  seu voto.

” Assim como a diretoria do Sindicato, os trabalhadores não gostariam da greve, mas foi a única alternativa que restou diante da posição do sindicato patronal de não avançar nas negociações, como vinha ocorrendo nas últimas décadas; ainda há espaço e tempo para que a classe patronal reveja sua posição e volte a negociar”. concluiu o presidente do Sindicato dos ceramistas, Itaci de Sá.