Confira dicas para organizar melhor as finanças em 2021

Estudo da realidade financeira e não atrasar os pagamentos das contas são exemplos que podem arrumar o orçamento

Os primeiros meses do ano mexem muito com o bolso do consumidor. Contas como IPTU, IPVA, material e matrícula escolar e as faturas de cartão de crédito deixam os orçamentos ainda mais limitados. Somado a isso, há o perigo de juntar as despesas do fim de ano com as dos primeiros meses e gerar uma grande bola de neve nas finanças.

Cofrinho com economias – Foto: PixabayCofrinho com economias – Foto: Pixabay

Um levantamento feito pelo Bom Pra Crédito, marketplace que une credores e tomadores de empréstimo em um ambiente online, a demanda por crédito pessoal cresceu 25% no 1° trimestre de 2020, em relação ao 4° trimestre de 2019.

O crescimento, que passou de 22,95% para 30,86%, mostra que os gastos de final de ano somados às despesas extras do início contribuem para a necessidade de crédito a fim de organizar as contas de todos os brasileiros.

Segundo o diretor de crédito da fintech, Felipe Lemos, isso acontece porque as pessoas não fazem um acompanhamento ativo de suas finanças durante o ano.

“É muito importante reconhecer sua realidade financeira, ou seja, descobrir o quanto se ganha e gasta por mês para determinar o orçamento de gastos, principalmente em janeiro, onde esses gastos costumam ser mais elevados que o normal”, explicou.

Lemos acredita que é necessário conhecer a realidade financeira de cada um, e descobrir o quanto se ganha e gasta por mês, incluindo valores pagos em juros, empréstimos e contas.

“É importante colocar tudo na ponta do lápis e somar os gastos finais. Existem diversos aplicativos e planilhas que podem ajudar o consumidor a organizar sua vida financeira, o importante é ter isso bem estruturado para ver quais caminhos deve seguir”, disse.

Como organizar minhas finanças?

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de novembro de 2020, o percentual de famílias que relataram ter dívidas (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 66%, a terceira queda seguida, alcançando a proporção de fevereiro de 2020, anterior à pandemia.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atrasos caiu de 26,1% em outubro para 25,7% em novembro, e o número de inadimplentes também reduziu, passando de 11,9% em outubro para 11,5% do total de famílias em novembro.

O principal tipo de dívida entre os brasileiros foi o cartão de crédito, que totalizou 77,8%, de acordo com a pesquisa. O especialista em Direito do Consumidor Victor Cerri alerta que uma das principais dicas para organizar as finanças é evitar o uso do crédito.

“Tente não usar, ou usar muito pouco. Se utilizá-lo, pague pontualmente para evitar o acúmulo ou o parcelamento do saldo devedor”, aconselha.

“Sempre que possível pagar a vista, no débito. Muitas vezes alguns serviços e lojistas oferecem descontos ou menores preços para esse método de pagamento – isso faz com que o consumidor não se comprometa financeiramente a curto e longo prazo e esqueça parcelas que ja poderiam ser saldadas efetivamente”, destacou.

Cerri também ressalta que analisar efetivamente o orçamento e ponderar se a compra é crucial/essencial ou se é apenas um desejo de consumo também faz diferença na hora de poupar dinheiro.

“Para que as pessoas consigam converter melhor seus ganhos e entrar mais organizadas no próximo ano, tente gastar menos do que ganha. A possibilidade parece complicada para boa parte dos brasileiros, mas é um grande começo quando se consegue adequar isso para organizar-se melhor financeiramente”, afirmou o advogado.

Capacidade financeira

Lemos, da Bom Pra Crédito, destaca que se o seu custo é bem maior do que a sua capacidade financeira, é bem provável que você esteja cometendo um dos piores erros financeiros: Não pensar antes de assumir novas dívidas. “Antes de sair gastando sem pensar, é importante se planejar e, por isso, é importante ter todos os seus gastos no papel”, comenta Lemos.

“Diminuir os gastos desnecessários, planejar as compras ou deixar de comprar vão garantir que o consumidor viva esse momento de forma tranquila, permitindo que as pessoas consigam começar o ano com valores que caibam no bolso”, disse o diretor de crédito.

O especialista ainda reforça que nessa época é normal as pessoas recorrerem ao empréstimo pessoal para dar conta de todas as compras e projetos de começo de ano. “É muito comum que a demanda por empréstimo cresça nesse período do ano, mas as pessoas precisam se educar financeiramente para controlar os gastos excessivos e ter um planejamento financeiro alinhado pode fazer toda diferença nesse momento”, reiterou Felipe.

Outras dicas

  • Planeje o que gasta;
  • Monte planilhas ou utilize um gerenciador financeiro;
  • Não atrase pagamento de contas;
  • Identifique gastos;
  • Defina prioridades;
  • Poupe parte de sua renda todos os meses;
  • Estude um pouco sobre investimento.
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Economia Brasileira

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