Conta de luz nas alturas: crise hídrica piora e Brasil pode importar energia elétrica

Operador Nacional do Sistema Elétrico diz que não haverá desabastecimento, mas país pode 'chegar ao limite em novembro'

O cenário da crise hídrica no Brasil, que já era ruim, piorou, e deve impactar nas contas de luz.

Apesar de ainda não haver risco de desabastecimento, o ONS (Operadora Nacional do Sistema Elétrico) sinalizou que a capacidade de geração de energia no país poderá ser levada ao seu limite em novembro, podendo ser necessário acionar as usinas termelétricas ou até mesmo importar energia elétrica.

Condições nas bacias hidrográficas melhoraram, mas estão longe do ideal – Foto: ReproduçãoCondições nas bacias hidrográficas melhoraram, mas estão longe do ideal – Foto: Reprodução

Contudo, mesmo no cenário mais desfavorável, a ONS garante o abastecimento de energia. Entretanto, não há dúvidas de que o consumidor vai sentir os impactos no bolso.

Cenários traçados

O operador realizou estudo em dois cenários. No primeiro cenário traçado, será acionado o parque termelétrico, de forma conservadora.

Já no segundo cenário, mais crítico do ponto de vista energético, as térmicas seriam mais acionadas e seria considerada a importação de energia de países vizinhos para preservação da potência.

O estudo considerou ainda um aumento crescente das atividades de comércio e serviços daqui por diante, o que acarreta maior demanda de energia. Dessa forma, a tendência é haver uma redução nos níveis de armazenamento no final do período de seca. Ainda assim, para o Operador, não há risco de desabastecimento no Brasil.

“Embora o estudo indique que até o fim de 2021 a situação permanecerá sensível, o Operador está acompanhando os desdobramentos das ações já em curso e atuando dentro de suas atribuições para aumentar a oferta das fontes de energia e garantir que não haja a suspensão do suprimento
elétrico”, afirmou, em nota.

“Vale ainda destacar que o setor elétrico brasileiro é robusto e seguro, mas que diante da pior escassez hídrica enfrentada atualmente, foi necessário adotar medidas excepcionais para economizar água em todos os reservatórios, e com isso gerenciar de forma estratégica esse recurso”, completou.

*Com informações da Agência Brasil e portal R7.

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