Contratos de aluguel com vencimento em julho terão reajuste de 10,7%; veja como fica na prática

Indicador da FGV mostra correção da maioria das locações no Brasil saltou 0,59% em junho, após alta de 0,52% em maio

Os contratos de locação com vencimento em julho terão reajuste de 10,7% no Brasil. O dado é baseado no IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), responsável pelo reajuste da maioria dos contratos de aluguel vigentes no País. O índice teve alta de 0,59% em junho, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Contratos de aluguel com vencimento em julho vão ficar 10,7% mais caros – Foto: Unsplash/Divulgação/NDContratos de aluguel com vencimento em julho vão ficar 10,7% mais caros – Foto: Unsplash/Divulgação/ND

A alta corresponde a uma aceleração com relação ao avanço de 0,52% do índice registrado em maio. O indicador acumula alta de 10,7% no acumulado dos últimos 12 meses. O percentual será usado para reajustar as locações com vencimento no mês de julho.

Como fica na prática

Os inquilinos que pagam mensalmente aluguel de R$ 1.500 passarão a ter que desembolsar R$ 1.660,50 (+R$ 160,50) todos os meses para ficar no mesmo imóvel, de acordo com o exemplo utilizado pelo R7.

A dica, de acordo com especialistas, é tentar renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel. Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), que representa empresas de administração de condomínio e imóveis, explicou que esta pode ser uma das melhores alternativas.

O IGP-M leva em conta a variação de preços e bens e serviços. Também são levados em conta as matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil. A variação, por conta disso, é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em cesta de bens determinados para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

Altas em outros índices

No período entre abril e junho, a aceleração do IGP-M foi justificada pela alta do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que variou 0,3%, após alta de 0,45% registrada em maio.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que subiu 0,71% em junho e 0,35% em maio, teve alta menor de seis das oito classes de despesa componentes do índice. Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 2,81% em junho, ante 1,49% em maio.

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Economia Brasileira

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