Desemprego cai para 12%, mas ainda atinge 13,5 milhões de brasileiros, diz IBGE

A taxa de informalidade foi de 40,6% da população ocupada, o que corresponde a 38 milhões de trabalhadores sem carteira assinada

O desemprego recuou para 12,6% no 3º trimestre de 2021, mas 13,5 milhões de pessoas ainda sofrem com a falta de trabalho no Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Desemprego recua, mas trabalhadores sem carteira assinada crescem no país – Foto: Leo Munhoz/NDDesemprego recua, mas trabalhadores sem carteira assinada crescem no país – Foto: Leo Munhoz/ND

Os dados divulgados nesta terça-feira (30) fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Os números foram revisados devido, principalmente, à mudança na forma de coleta de pesquisa, durante a pandemia de Covid-19.

No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego estava em 13,1%, ou seja, 13,9 milhões de pessoas.

Antes, a população desocupada somava 14,8 milhões de pessoas no trimestre terminado em junho, o que resulta em uma diminuição de 9,3%. No mesmo trimestre móvel de 2020, o número era de 14,6 milhões de desempregados.

A população ocupada (93,0 milhões de pessoas) cresceu 4% (3,6 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,4% (9,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre móvel de 2020.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,1%, subiu 2,0 p.p frente ao trimestre de abril a junho de 2021 (52,1%) e de 5,1 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano anterior (49,0%).

Sem carteira assinada

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (11,7 milhões de pessoas) cresceu 10,2% (1,1 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior. Em comparação ao mesmo trimestre de 2020, o crescimento foi de 23,1%, ou seja, mais 2,2 milhões de trabalhadores informais.

A taxa de informalidade foi de 40,6% da população ocupada, ou que representa 38 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40% e, no mesmo trimestre de 2020, 38%.

O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) cresceu 3,3% (817 mil pessoas) na comparação mensal e 18,4% (4,0 milhões de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,5 milhões de pessoas, subindo 4,4% (mais 1,4 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 8,6% (mais 2,7 milhões de pessoas) frente a 2020.

Desalentados e subocupados

São 5,1 milhões de pessoas desalentadas, ou seja, que deixaram de procurar emprego no 3º trimestre deste ano. No entanto, houve redução de 6,5% (menos 360 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 12,4% contra o contingente de 1 ano atrás (5,9 milhões de pessoas).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, que trabalha menos horas do que gostaria totalizou 7,8 milhões de pessoas, contra 7,7 milhões no trimestre anterior e 6,3 milhões há 1 ano.

Queda no rendimento médio da população

O rendimento real habitual de R$ 2.459 caiu 4% em relação ao trimestre anterior e recuou 11,1% quando comparado ao mesmo período de 2020. A massa de rendimento real habitual (R$ 223,5 bilhões) ficou estável em ambas as comparações.

No trimestre móvel de julho a setembro de 2021, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 106,4 milhões de pessoas cresceu 2,1% (2,2 milhões pessoas) frente ao trimestre de abril a junho de 2021 e 8,6% (8,4 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Nenhuma atividade teve crescimento no rendimento médio real habitual, frente ao trimestre anterior, mas as reduções foram no Comércio, na reparação de veículos automotores e motocicletas (2,6%, ou menos R$ 53), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,7%, ou menos R$ 218) e serviços domésticos (3,1%, ou menos R$ 30).

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