Desemprego no Brasil atinge o maior nível desde 2012

Mais de 14 milhões de brasileiros estão desempregados; 1,3 milhão entraram na fila em busca de um trabalho no país nos últimos três meses, segundo IBGE

O desemprego no Brasil atingiu o maior nível desde 2012. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, uma alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (13,3%).

Dados sobre desemprego no país foram publicados nesta sexta-feira (27) – Foto: Arquivo/NDDados sobre desemprego no país foram publicados nesta sexta-feira (27) – Foto: Arquivo/ND

Isso corresponde a 14,1 milhões de pessoas. Mais 1,3 milhão de desempregados entraram na fila em busca de um trabalho no país nos últimos três meses.

O dado foi publicado nesta sexta-feira (27), um dia após o Ministério da Economia divulgar que em outubro o país criou 394 mil vagas de emprego — melhor resultado desde 1992.

No último trimestre, encerrado em setembro, a taxa de desocupação subiu em 10 estados. Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%) lideram o ranking, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

O contingente de ocupados reduziu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, totalizando 82,5 milhões de pessoas, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

Houve uma retração de 883 mil pessoas. Com isso, o nível de ocupação foi de 47,1%, também o menor da série, uma queda de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior (47,9%). Desde o trimestre encerrado em maio, o nível de ocupação está abaixo de 50%, o que aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Veja outros destaques da pesquisa:

  • Desemprego chega a 17,9% no Nordeste, enquanto no Sul é de 9,4%.
  • Taxa de desocupação é maior entre mulheres e pretos e pardos.
  • Os jovens também tiveram a maior taxa de desocupação entre os grupos etários no terceiro trimestre.

Já a taxa de trabalhadores na informalidade foi de 38,4% no trimestre encerrado em setembro, o que equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, esse percentual foi 36,9%.

Apenas as atividades de construção e agricultura tiveram crescimento da população ocupada no terceiro trimestre. Na construção o aumento foi de 7,5%, o que representa 399 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Já na agricultura a alta foi de 3,8%, com mais 304 mil trabalhadores.

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