Embraer anuncia demissão de 900 funcionários, equivalente a 4,5% do efetivo total

Empresa diz que a pandemia afetou as operações na aviação comercial devido ao cancelamento do acordo com a Boeing

A Embraer anunciou, nesta quinta-feira (3), a demissão de 900 funcionários, equivalente a 4,5% do efetivo total. As dispensas ocorreram em suas operações no Brasil.

De acordo com o comunicado da fabricante aeronáutica, as demissões têm relação com os efeitos da pandemia de Covid-19 e devido ao cancelamento do acordo com a empresa norte-americana Boeing.

Em comunicado, Embraer disse que o objetivo é “assegurar sustentabilidade da empresa e sua capacidade de engenharia” – Foto: James Tavares / Secom

“O objetivo é assegurar a sustentabilidade da empresa e sua capacidade de engenharia”, justificou a Embraer no comunicado.

A empresa diz que a pandemia afetou em especial suas operações na aviação comercial – alvo do fracassado acordo com a Boeing. No primeiro semestre de 2020, as entregas de aviões apresentaram queda de 75% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Embraer admite que a situação se agravou com a duplicação de estruturas para atender à separação da aviação comercial, “em preparação à parceria não concretizada por iniciativa da Boeing, e pela falta de expectativa de recuperação do setor de transporte aéreo no curto e médio prazo”.

Medidas de preservação do emprego

Além disso, a empresa disse que adotou uma série de medidas para preservar empregos, como férias coletivas, redução de jornada, lay-off, licença remunerada e três planos de demissão voluntária (PDV), que tiveram adesão de 1,6 mil funcionários.

Afirmou ainda que reduziu o trabalho presencial nas plantas industriais.

“A companhia reconhece e agradece o empenho sempre demonstrado pelos profissionais que deixam a organização neste momento. E conta com o engajamento de todos para atravessar a grave crise atual e manter a empresa competitiva no mercado global”, termina o comunicado.

A Embraer acusou a Boeing, que também atravessa uma crise por causa da pandemia e pelas falhas em seu avião 737 MAX, de ter fabricado falsas alegações para justificar o fim do acordo na área de aviação comercial.

Para garantir sua sustentabilidade, a empresa brasileira conseguiu um empréstimo de US$ 600 milhões com o BNDES e um pool de bancos.

+

Economia Brasileira