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Gastos com a pandemia ultrapassam meio trilhão

Se somado ao auxílio residual de R$ 300, reservado aos quatro últimos meses do ano, que já consumiu R$ 63 bilhões, a distribuição direta de dinheiro aos cidadãos chega a 57,71% das despesas

O Governo Federal já pagou despesas no total de R$ 509,1 bilhões em ações e investimentos relacionados ao combate à pandemia do novo coronavírus.

Os dados são do Siga Brasil, o portal da transparência relacionado à execução orçamentária, que é diariamente atualizado pela Consultoria de Orçamento do Senado.

Ações diretas de enfrentamento na saúde ocupam 3º lugar no ranking de gastos – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/NDAções diretas de enfrentamento na saúde ocupam 3º lugar no ranking de gastos – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ND

O montante corresponde a 90% do que foi liberado de gastos relacionados à pandemia até 20 de dezembro (R$ 564,14 bilhões) e a 81,4% do planejado (R$ 625,57 bilhões).

O destaque nas despesas são os cinco meses de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 para milhões de trabalhadores. Essa rubrica sozinha é responsável por R$ 230,78 bilhões dos gastos, quase a metade (45,33%) do pago até a data.

Se somado ao auxílio residual de R$ 300, reservado aos quatro últimos meses do ano, que já consumiu R$ 63 bilhões, a distribuição direta de dinheiro aos cidadãos chega a 57,71% das despesas.

Além do auxílio emergencial, outras políticas relacionadas a mitigar o forte impacto econômico da pandemia chamaram atenção durante todo o ano.

Em segundo lugar, está o auxílio direto a estados e prefeituras, que já consumiu R$ 63,15 bilhões de verbas federais (12,4% do pago até 20 de dezembro). Mas, se forem somadas todas as políticas de transferência a estados e municípios, as despesas alcançam R$ 111,4 bilhões (21,9%).

Em terceiro lugar, vêm as ações diretas de enfrentamento relacionadas a políticas de saúde (R$ 63 bilhões — 12,3%), seguido pelo Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda (BEm — R$ 32,25 bilhões — 6,34%), quando o governo arcou com parte dos salários de empregados de empresas privadas durante alguns meses, mantendo empregos, e os gastos com o Fundo Garantidor de Operações (FGO — R$ 28 bilhões — 5,48%), voltado a crédito para micros e pequenas empresas.

Morador de rua

O Tribunal de Contas do Estado fez um detalhado estudo sobre moradores de rua durante a pandemia da Covid-19. A novidade revelada é que tal população aumentou 53% nos 19 municípios pesquisados, de março até agora.

Na Grande Florianópolis a principal causa para 1.483 pessoas viverem na rua foi o aumento do desemprego e a diminuição das atividades informais.

Raul Sartori

Alianças

No Senado, quatro parlamentares pré-candidatos do MDB garimpam votos e tentam fechar alianças para a disputa em fevereiro. As tratativas, no entanto, esbarram nas articulações na Câmara, onde o partido reúne 34 deputados.

A última vez que o MDB presidiu as duas casas foi com Eduardo Cunha (RJ), na Câmara, e Renan Calheiros (AL) no Senado.

Leandro Mazzini