Novo auxílio emergencial: Guedes não descarta possibilidade

Ministro da Economia, no entanto, fala em incoerência: “Não vamos dar dinheiro para as pessoas irem para o baile funk"

Embora considerem uma das “última alternativas”, o ministro Paulo Guedes e técnicos do Ministério da Economia já não descartam uma possível volta do auxílio emergencial. As informações são do portal Uol.

Paulo Guedes fala em possível volta do auxílio emergencialMinistério da Economia ainda fala em incoerência para a retomada do benefício – Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles/Divulgação/ND

De acordo com a pasta, haveria um “amplo cardápio de medidas”, com outras ações prioritárias.

A avaliação que está sendo feita no momento é que a recriação do auxílio emergencial – que custou R$ 294 bilhões aos cofres públicos – seria incoerente, já que, diferente do momento em que houve paralisação de atividades, fechamento de comércios e serviços, agora as cidades estão funcionando “normalmente”.

Um auxiliar de Guedes afirma que a ajuda emergencial foi dada para os trabalhadores informais “não morrerem de fome enquanto estavam em casa”. Agora, na visão da Economia, “os taxistas estão nas ruas, as cidades estão movimentadas”.

“Tem até baile funk acontecendo. Não vamos dar dinheiro para as pessoas irem para o baile funk.” Além disso, a justificativa para tentar postergar qualquer decisão sobre o assunto é de que ainda é preciso verificar se o aumento de casos de coronavírus no país é reflexo do “repique” causado pelas festas de fim de ano ou se realmente é um novo cenário de “segunda onda”.

A auxiliares, Guedes já admitiu que caso o país volte a ficar num patamar de mil mortes diárias por um longo período e novas medidas de restrição tiverem de ser adotadas, ficará difícil não voltar com o benefício.

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