Rodrigo Constantino

Ele se define como "um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda politicamente correta".


O depois chegou

Juntem-se a eles as milhares de empresas de turismo, hotelaria, serviços: será que valeu a pena?

Dia do Trabalhador, um feriado explorado normalmente pela esquerda sindicalista que vive às custas dos trabalhadores alegando trabalhar em seu benefício. E há pouco a comemorar este ano.

Desemprego no Brasil atingiu 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira o IBGE – Foto: Wilson Dias/Agência BrasilDesemprego no Brasil atingiu 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira o IBGE – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O desemprego no Brasil atingiu 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira o IBGE. Já o número de desempregados foi estimado em 14,4 milhões – recorde da série histórica iniciada em 2012. “O resultado representa uma alta de 2,9%, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas frente ao trimestre anterior”, informou o IBGE. Quem é o culpado? A julgar pela nossa imprensa, o de sempre: Jair Bolsonaro.

Mas vocês lembram quando apenas ele alertava que as medidas restritivas levariam ao aumento do desemprego, e que fome também mata? Os isolacionistas o acusaram de defender especuladores, e repetiam que a economia ficava para depois. Pois bem: o depois chegou.

Só em São Paulo, cujo governador decretou lockdown com suas fases coloridas, cerca de 12 mil bares e restaurantes fecharam, e isso apenas na capital.

Fechar não é a palavra certa: faliram mesmo, foram à bancarrota. Juntem-se a eles as milhares de empresas de turismo, hotelaria, serviços: será que valeu a pena? Um dia, o cálculo de custo-benefício dessa “aventura científica” dos lockdowns terá de ser feito de forma séria. Muitos pesquisadores já constataram ser o maior fiasco nessa pandemia.

Mas como a mídia lida com o assunto? “Sem provas, Bolsonaro atribui perda de empregos a medidas restritivas”, estampou o UOL, da Folha. Sem provas? O responsável deve estar esperando um estudo randomizado, duplo-cego, com alta significância estatística para confirmar que as tais “medidas restritivas” causaram desemprego. O sujeito não pode abrir seu restaurante por ordem do governador, vai à falência, mas a culpa deve ser de algum marciano!

Na verdade, esses isolacionistas estão presos em seus labirintos, com sua narrativa que tenta monopolizar a ciência e a preocupação com as vidas, enquanto demoniza qualquer um que ouse questionar os métodos como um “negacionista” ou “genocida”. Minha memória é boa o suficiente para lembrar de Rodrigo Maia afirmando que pressão para abrir comércio era coisa de quem perdeu dinheiro na Bolsa.

O governador João Doria foi na mesma linha demagógica. Nesse Dia do Trabalhador, aqueles que proíbem o povo de trabalhar estarão todos juntos contra Bolsonaro.

Organizado por Lula, o evento para celebrar a data terá discursos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), do deputado e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), entre outros nomes. Todos eles apostam na amnésia da população, com certeza. Só isso explica tanta hipocrisia!

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