Participação das mulheres no cooperativismo aumenta no Brasil em 2021; veja números

Levantamento da Organização das Cooperativas Brasileiras aponta alta de 10% na quantidade de colaboradoras no cooperativismo

O número de mulheres atuando em cooperativas no Brasil cresceu 10% de 2020 para 2021. O movimento gerou 493.277 postos de trabalho no ano passado e 49% desse total é ocupado por mulheres, de acordo com o levantamento da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) divulgado na última semana.

Mulheres representam 20% das lideranças dentro do movimento cooperativista. Foto – Pexels/Divulgação/NDMulheres representam 20% das lideranças dentro do movimento cooperativista. Foto – Pexels/Divulgação/ND

As mulheres são maioria em quatro dos sete ramos do cooperativismo: saúde (72%), produção de bens e serviços (57%), crédito (57%) e consumo (56%). Entre os cargos de liderança também houve aumento da participação feminina: passou de 17% em 2020 para 20% em 2021.

“O aumento da participação das mulheres tanto na distribuição por gênero quanto na participação em cargos de chefia é uma conquista muito importante para o cooperativismo brasileiro. Temos trabalhado para ampliar a representatividade feminina em nossas cooperativas. Esses índices demonstram que estamos no caminho certo”, defende a superintendente do Sistema OCB, Tânia Zanella.

A quantidade de cooperados também aumentou de um ano para o outro. Em 2021, as cooperativas somaram mais de 18,8 milhões de integrantes no Brasil (as mulheres representam 40% desse total) e 3,4 milhões em Santa Catarina.

“Os números expressam a base sólida do nosso movimento e o quanto o modelo de negócios cooperativista tem sido cada vez mais procurado pela nossa população”, afirma Zanello.

Desafio de atrair o público jovem

O relatório apontou que mais de 40% das lideranças cooperativistas têm mais de 60 anos, ressaltando a necessidade de atrair mais jovens para o movimento.

Para a futurista Letícia Setembro, o motivo da baixa adesão desse público é a falta de uma cultura voltada para o movimento no Brasil. “Existe esse estigma de que as cooperativas não estão à frente das tecnologias e acabam surgindo núcleos mais modernos que atraem os jovens”, explica.

A solução, segundo ela, é “falar a mesma língua” dos jovens, movimentando perfis nas redes sociais, por exemplo. “O cooperativismo tem valores que os jovens valorizam muito, mas precisa se posicionar como mais high tech e moldador das tendências dos próximos anos”, finaliza.

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