Valor dos aluguéis vai subir; saiba quanto e a partir de quando

Preços são reajustados de acordo com o IGP-M, cujo índice foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta quinta-feira (28)

Para quem vive em residências com contratos de aluguéis que terminam em novembro, o valor dos pagamentos deverá sofrer um aumento médio de 21,7%. A taxa corresponde à variação acumulada do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Valor do aluguel em prédios residenciais ficarão mais caros a partir de novembro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/NDValor do aluguel em prédios residenciais ficarão mais caros a partir de novembro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

Já de janeiro a outubro de 2021, o IGP-M acumulou alta de 16,74%.

O coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz, explicou que essa “inflação” dos aluguéis reflete uma queda menor no preço do minério de ferro em outubro e o aumento do preço do diesel.

Neste mês, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,53%, após cair 1,21% em setembro. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 1,05% e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,8%. Os três indicadores são os responsáveis pela variação final do IGP-M.

Atualmente, os inquilinos que pagam aluguel de R$ 1.300 terão que desembolsar R$ 1.582,49, ou seja, R$ 282,49 a mais para continuar com a mesma moradia. Para evitar que o valor pese no bolso, economistas estão recomendando que os moradores negociem o preço com os proprietários.

Reajuste do valor dos aluguéis pelo IPCA

Enfrentando a diferença entre o IGP-M e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), imobiliárias começaram a utilizar a inflação oficial (IPCA) para reajustar os contratos de aluguéis.

A prática é defendida por grupos de entidades que representam lojistas de diversos segmentos ao entrarem com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) em defesa da alteração.

Uma proposta de mudança foi apresentada na Câmara pelo deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), mas ela entra em conflito com os interesses dos shoppings, de financeiras que administram fundos imobiliários e do governo federal.

Para esse grupo, a avaliação contrária à alteração considera a mudança como uma “interferência indevida do Estado” na economia. O uso do IPCA para os reajustes causaria judicializações, que encerrariam grande parte dos contratos e elevariam o preço médio das locações.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, e das matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pelo IPCA, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

*Com informações do Portal R7

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