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Você já ouviu falar em economia circular e sua importância para o meio ambiente?

Essa economia se baseia na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia; confira o que diz uma expert no assunto

Para saber sobre este assunto que está cada vez mais sendo discutido, vou conversar com quem entende da área e recentemente criou uma startup de economia circular.

Como vocês já devem saber, para quem acompanha o meu blog, a moda é algo que eu sempre gostei muito. E moda são tendências, que seguem as mudanças não só daquilo que está mostrado, mas sim a forma como aquele produto foi antes de ser apresentado, criado. E as grandes marcas já estão apostando no assunto de hoje, a economia circular.

Mas não só as famosas marcas de roupas, empresas dos mais variados setores também enxergam que a sustentabilidade será um dos pilares para que continuem sobrevivendo.

A entrevistada que sobre o assunto da nossa matéria A engenheira sanitária que irá nos contar tudo sobre essa nova tendência: economia circular -Reprodução/ Acervo Bruna Leal/ND – Foto: BRUNA LEAL

E para esta conversa sobre economia circular, convidei a Bruna Leal, engenheira sanitária e ambiental, com curso de engenharia de saúde e segurança pela Poli/USP e com MBA em sustentabilidade pela FGV/SP, e que recentemente voltou para Floripa.

E aí, vamos entender um pouco mais sobre economia circular e sobre esta startup?

Sustentabilidade é a base da economia circular – Foto:/iStockphoto/NDSustentabilidade é a base da economia circular – Foto:/iStockphoto/ND

Para começo de conversa, o que é economia circular?

“A economia circular busca uma transição da atividade econômica para o consumo de recursos regenerativos, elimina o conceito de resíduo revalorizando-o como matéria-prima e traz benefícios para toda a sociedade. O Brasil recicla apenas 3% de todo o material que poderia ter um destino diferente dos lixos e aterros, uma conta que custa mais de R$ 120 bilhões e envolve materiais que poderiam ser reinseridos em cadeias produtivas”, diz Bruna.

E como surgiu a ideia da startup?

“A ideia surgiu porque o modelo econômico linear em que utilizamos os produtos até serem descartados como resíduos atingiu o seu limite. Revalorizar esses recursos regenerativos em matéria-prima é uma exigência mundial e precisamos estar inseridos nesse modelo,” explica a engenheira.

E qual a forma de atuação da plataforma?

Segundo Bruna, a plataforma atua como um marketplace, onde o comprador e o vendedor, ou doador, são cadastrados. Assim, promove a livre negociação entre os agentes que buscam revalorizar os resíduos como matéria-prima e todos possuem total acesso à tecnologia blockchain, que é o grande diferencial da plataforma para o mercado de economia circular.

Tecnologia blockchain? O que esta tecnologia oferece?

“A plataforma garante a rastreabilidade do resíduo em um certificado e selo de economia circular por meio de um QR Code com informações completas da cadeia de reciclagem. Dessa forma, comunica sobre as práticas sustentáveis dos usuários de forma segura e transparente devido a tudo ser registrado na inovadora tecnologia blockchain”.

Já deu para perceber que a plataforma tem um grande diferencial, quais outros podemos encontrar?

“Por ser inclusiva, pensamos numa forma de inserir aqueles que trabalham com resíduos sólidos e não têm empresa formalizada, para que possamos negociar seus produtos, assim não é necessário ter CNPJ para fazer o cadastro, facilitando a vida daqueles que diariamente fazem a diferença para o meio ambiente. Sendo assim, é uma ótima ferramenta tanto para aumentar a renda dos catadores ou a receita das indústrias além de diminuir suas despesas”, aponta.

Cooperativa de catadores de lixo -Reprodução/ Acervo Bruna Leal/NDCooperativa de catadores de lixo -Reprodução/ Acervo Bruna Leal/ND

É importante ressaltar também, que parte dos lucros são repassados especialmente para a melhoria das condições de trabalho dos catadores.
Fazendo com que os catadores tenham uma maior valorização, aumente o reconhecimento deles pela sociedade, aumentando também sua renda mensal.

E vem mais novidades por ai na startup?

“Quando lancei a plataforma no mercado, senti uma demanda de clientes que já tem o fornecedor ou o comprador de resíduos estabelecidos, mas que se interessaram na rastreabilidade do material em toda as etapas da cadeia de reciclagem registrada no certificado em blockchain, para comunicar suas práticas sustentáveis para seus consumidores.
Assim, em breve estaremos lançando um aplicativo com este novo modelo de negócios.
Que promove a conexão entre todos os agentes da cadeia de reciclagem. Que podem ser: os agentes de coleta, catadores, recicladores, comércio, indústria, consumidores e reguladores.”

E para finalizar Bruna, o que como uma especialista da área pode nos dar de dicas, para que possamos começar dentro de nossas casas a fazer a diferença por um planeta mais limpo e sustentável?

“É preciso que a gente repense nossos hábitos diários, onde existe muito desperdício, minimizar o consumismo, tentar utilizar produtos produzidos com impactos reduzidos, apoiar empresas que buscam a sinergia com o meio ambiente em suas práticas. E separar nosso resíduo reciclável para a coleta seletiva para reciclar sempre! As futuras gerações podem viver em um mundo mais sustentável.”

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