Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Bolsonaro entre pilantras e corruptos

Futuro partidário do presidente da República permanece uma incógnita

O anúncio do presidente Bolsonaro, feito em Dubai, de que está cancelado o ato de filiação ao Partido Liberal, confirmado para o dia 22 de novembro.  Alegou que tem muito o que conversar com o presidente nacional do PL, o notório Valdemar da Costa Neto, preso na roubalheira do mensalão, condenado a 7 anos e 10 meses de prisão;  e denunciado no petrolão, com um prontuário nada recomendável aos líderes políticos.

Bolsonaro em visita aos países árabes – Foto: ItamaratyBolsonaro em visita aos países árabes – Foto: Itamaraty

Este fato está a ratificar tese que defendi em Caçador, Videira e Chapecó de que nunca uma eleição foi tão imprevisível como a de 2022.  Praticamente toda semana surge um fato novo, que altera a correção e forças, com repercussão direta no processo eleitoral de Santa Catarina.

Se Bolsonaro vier a confirmar, depois de novas conversas com Valdemar da Costa Neto, sua inscrição no PL, tem-se no cenário catarinense o fortalecimento da candidatura do senador Jorginho Melo. Ocorrendo, ao contrário, a propalada filiação o PP Progressista, o senador Esperidião Amin poderá ser empurrado por correligionários a concorrer ao governo catarinense, liderando uma nova aliança. Como Amin não abre o jogo, não confirma e nem desmente, amplia-se a falta de clareza do cenário.

Ocorrendo a decisão do presidente de filiar-se ao PP Progressista, estará subordinado ao presidente nacional, Ciro Nogueira, atual Ministro da Casa Civil, que responde a duas denúncias do Ministério Público Federal por prática de corrupção. Na ação mais grave, é acusado de ter recebido 7,3 milhões de reais de propinas da Odebrecht.

Bolsonaro personaliza na atual conjuntura o conhecido provérbio português “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.  Se quiser proteger-se destas lideranças carcomidas, poderia adotar a adaptação do provérbio no Brasil: “Se correr o bicho pega, se fichar o bicho come, mas se meditar o bicho some”.

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