Conheça a catarinense que descobriu e explora negócio de super iates no exterior

Catarinense de Major Vieira, no Planalto Norte, fundou empresa que faz gestão de super iates de brasileiros

Uma catarinense de sucesso no exterior. Patrícia Davet, de Major Vieira, cidade do Planalto Norte, é destaque internacional em gestão de super iates, bens e serviços de luxo.

Ela é fundadora da Lord Howe Yachting & Ocean, empresa que representa internacionalmente brasileiros proprietários de super iates que buscam experiências náuticas exclusivas por toda a Europa.

super iateGestão de um super iate é um serviço altamente customizado, explica a empresária Patrícia Davet. – Foto: Divulgação ND

Patrícia nasceu e morou em Major Vieira até os 23 anos de idade. Formou-se em desenho industrial e fez MBA em Gestão de Projetos. Foi justamente desenhando e prototipando uma lancha que se apaixonou pela indústria náutica.

Saiu do Brasil há seis anos e se divide entre Austrália e Luxemburgo, onde mora desde abril de 2018. Chegou a trabalhar em um estaleiro espanhol onde compreendeu todo o trabalho nos bastidores.

A empresária catarinense está à frente da gestão dessas “joias flutuantes” com serviços personalizados e ancoragens exclusivas em águas internacionais. É a realidade da indústria dos super iates mundo afora que tem influenciado no desenvolvimento da gestão de bens de luxo no Brasil e aquecido o mercado náutico.

Patrícia davet, empresária que faz gestão de super iatesPatrícia Davet nasceu e morou em Major Viera até os 23 anos. Há seis anos, mora em Luxemburgo. – Foto: Divulgação ND

Em poucos palavras, Patrícia resume seu trabalho: “Somos diretamente responsáveis por gerir as expectativas do proprietário do super iate e garantir, juntamente com o Capitão, que seu ativo esteja impecável toda vez que ele decida estar à bordo.”

Como é o trabalho

Entre as principais atribuições do dia a dia da gestora, estão gestão financeira (pagamentos, fluxo de caixa e budget anual, impostos, etc.), gestão de compliance de acordo com as regulamentações marítimas internacionais, “flags e class society”, gestão de contratos de “charter” quando a embarcação é de uso comercial, contratação e gestão da tripulação, bem como apoio a serviços de operação, logística e manutenção dos super iates.

A empresária explica que a Lord Howe Yachting & Ocean conta com uma parceira exclusiva com a Luxembourg Marine Services onde gerencia aproximadamente 40 super iates entre 30 a 60 metros de comprimento.

Quanto custa a gestão de um super iate

De acordo com a empresária, a gestão de um super iate é um serviço altamente customizado sendo necessário considerar diferentes variáveis associadas à embarcação, como, por exemplo, suas dimensões (peso e comprimento); perfil de registro, de atividade comercial, apenas uso privado ou ambos), bem como as necessidades e planos do proprietário para com a embarcação.

“Se considerarmos um super iate de 27 metros, registrado para uso privado e com planos de explorar o verão Europeu 2022 navegando pela costa mediterrânea, é possível aproximar-se de um valor de 3 a 4 mil euros mensais, excluindo qualquer despesa relacionada a operação e uso da embarcação pelo proprietário”, exemplifica Patrícia Davet.

 Quanto custa um super iate

O preço médio de um super iate entre 2019-2020 era de 8,1 milhões de euros embora tudo dependa do tamanho, tipo e nível de customização (iates semi-customizados invariavelmente mais acessíveis do que megaiates totalmente customizados).

São considerados super iates embarcações com comprimento acima de 24m, que têm preços de venda acima de €1M, chegando a uma média de €11M na categoria 40m-50m, €24M na categoria 50m-70m categoria e uma média de €81 milhões para iates de 70m+.

Mercado em evidência

O mercado de super iates está em evidência e com potencial de crescimento nos próximos anos.

“A economia mundial foi dramaticamente afetada devido às limitações impostas pela pandemia, no entanto, o mercado de super iates revelou-se uma exceção, crescendo à medida que seu consumidor buscava, dentre outros aspectos, por luxo e isolamento, estimulando-os indiretamente pela decisão da compra do primeiro barco ou pelo upgrade”, analisa a empresária Patrícia Davet.

De acordo com a Boat International Media, organização reconhecida mundialmente, em 2021, o Brasil ocupa a 9ª posição no ranking global dos 20 principais países construtores de super iates. O País é o único a representar as Américas acompanhado dos Estados Unidos e superado, apenas, por proeminentes como Itália, Holanda e Alemanha.

Com algumas exceções, a maioria dos super iates é de propriedade  corporativa, ou seja, um CNPJ é criado especialmente para este fim. Este é um detalhe importante que motiva a contratação de um gestor capaz de assegurar, principalmente, transparência no controle financeiro, gerenciamento de riscos e proteção de ativo.

A gestora, sediada estrategicamente em Luxemburgo, explica que os brasileiros proprietários de super iates tendem a mantê-los fora do país.

“Gerenciamos um portfólio de super iates registrados sob as mais renomadas bandeiras marítimas internacionais e baseados, principalmente, no Sul da França e no Principado de Mônaco. O Mar Mediterrâneo é, sem dúvidas, o berço da indústria de super iates e reconhecido pela distinta infraestrutura existente para cruising season (alta temporada de cruzeiro) e lay-up season (baixa temporada, ideal para realizar grandes reparos e manutenções técnicas). Fatores determinantes para que possamos propiciar ao proprietário, família e amigos excelência em serviços, segurança, privacidade e luxo”, complementa.

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