A atuação dos engenheiros agrônomos durante a pandemia e as expectativas para o futuro

A agropecuária é um dos setores mais fortes de Santa Catarina, representando 25% de seu PIB – Foto: DivulgaçãoA agropecuária é um dos setores mais fortes de Santa Catarina, representando 25% de seu PIB – Foto: Divulgação

A agropecuária representa 25% do PIB de Santa Catarina, sendo um dos setores mais fortes da economia no estado, principalmente na área de importação e exportação. Por trás dessa potência está o trabalho dos engenheiros agrônomos, que através de conhecimentos científicos e tecnológicos participam em todas as etapas do agronegócio – do plantio ou da criação de rebanhos à comercialização da produção.

Em 2020, o Valor de Produção Agropecuária (VPA) ficou em R$ 40,9 bilhões, superando o recorde anterior de 2017. Em relação à exportação, o agronegócio catarinense apresentou uma redução de 6,7%, mas seguiu uma trajetória de aumento na participação de exportações do Estado, responsável por mais de 70% do valor total, o equivalente a US$5,7 bilhões.

Mas muito além de ser uma fatia significativa na economia catarinense e manter o mercado estadual aquecido durante a pandemia, estes profissionais foram responsáveis pela saúde da população, levando mantimentos às pessoas e trabalhando para suprir o aumento da demanda por alimentos seguros. 

Nos próximos anos o setor terá mudanças em suas produções, visando criar políticas agrárias e ambientais que atendam à conservação da biodiversidade – Foto: DivulgaçãoNos próximos anos o setor terá mudanças em suas produções, visando criar políticas agrárias e ambientais que atendam à conservação da biodiversidade – Foto: Divulgação

A mudança nos padrões de produção e processamento de alimentos em todo o planeta requer muitos desafios para a comunidade profissional nos próximos anos, que precisará atuar tanto na pesquisa, como na criação de políticas agrárias e ambientais que atendam à conservação da biodiversidade. Nasce uma nova configuração para a relação entre a forma de produção e o consumo. 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), até 2050 o Brasil irá produzir 40% da demanda mundial de alimentos, tornando-se o principal exportador do planeta. É um importante polo de vagas de trabalho em todo o Brasil, empregando cerca de 18,3 milhões de pessoas.

A Agricultura 4.0 adota recursos tecnológicos em busca de maior produtividade, eficácia em monitoramento e com intuito de menores impactos ambientais – Foto: DivulgaçãoA Agricultura 4.0 adota recursos tecnológicos em busca de maior produtividade, eficácia em monitoramento e com intuito de menores impactos ambientais – Foto: Divulgação

Diante de cada vez mais exigências de qualidade e controle dos produtos de origem animal e vegetal no mercado internacional e nacional, o profissional é indispensável para a conquista do sucesso no alcance da perspectiva.

Importante destacar neste panorama a agricultura 4.0, que adota recursos computacionais de alto nível tecnológico, nuvem e conectividade entre dispositivos móveis para gerar e processar dados que servirão de base para subsidiar decisões utilizando-se ferramentas ou equipamentos como análise de tempo, biotecnologia, sensores, GPS e drones, levando a resultados como maior produtividade, eficaz monitoramento de operações agrícolas, redução de custos, mais eficiência na utilização de insumos, aumento na segurança dos trabalhadores e menores impactos ambientais. 

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