Ainda tem gasolina a menos de R$ 6 em Blumenau? Veja pesquisa

Pesquisa mais recente da ANP mostra que alguns postos ainda tem combustíveis a preços mais baixos, mas são poucos

O preço da gasolina tem sido uma preocupação constante para os motoristas devido aos constantes aumentos do combustível. Por isso, pesquisar os preços se torna cada vez mais importante.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) promove uma pesquisa semanal dos valores para acompanhar as diferenças em todo o país. Em Blumenau, o levantamento apura o valor de venda da gasolina em cerca de 20 postos.

Preço da gasolina em Blumenau preocupa motoristas – Foto: Moisés Steker/NDTVPreço da gasolina em Blumenau preocupa motoristas – Foto: Moisés Steker/NDTV

A pesquisa mais recente feita pela agência mostra que alguns postos mantiveram o preço do litro da gasolina abaixo do patamar de R$ 6. O levantamento, divulgado nesta semana, foi feito entre os dias 10 e 16 de outubro. Veja abaixo os preços encontrados nos estabelecimentos:

Procon fiscaliza postos

Os postos de Blumenau também passaram por fiscalização nesta semana. Junto ao Procon estadual, o órgão municipal fiscalizou nove postos entre terça (19) e quarta-feira (20). Foram verificados itens como qualidade dos combustíveis, quantidade que saía da bomba e divulgação de informações de preços, relacionados principalmente a divulgação de promoções.

De acordo com o diretor-geral do Procon Blumenau, André da Cunha, todos os postos estavam corretos e receberam apenas orientações com relação a informação dos valores e promoções.

O Procon de Blumenau também notificou 21 postos da cidade por conta do aumento do preço da gasolina. Segundo Cunha, os postos foram notificados a apresentar notas fiscais de compra da gasolina para comprovar que não há irregularidades no aumento de preços.

O estabelecimentos notificados terão 48 horas para apresentar notas de julho a outubro que justifiquem o reajuste nos preços – em alguns casos, este prazo termina na segunda-feira (25).

“O objetivo é evitar que façam combinação de preço. Se um comprou a R$ 2, outro a R$ 3, outro a R$ 4 e todo mundo está vendendo a R$ 6, tem alguma coisa errada”, explica Cunha sobre a prática de combinação de valores entre os estabelecimentos, que também é conhecida como “cartel”.

Além disso, alguns postos serão chamados para explicar um aumento considerado além do repassado pela refinaria. Segundo Cunha, há casos em que o posto estava comercializando a gasolina a R$ 5,53 e aumentou para R$ 6,04 – um reajuste de R$ 0,51 centavos.

“Qual é a explicação dele de aumentar R$ 0,51 centavos? Vai ter que ter uma explicação plausível, ou seja, a nota de entrada dele vai ter que mostrar que ele pagou muito mais caro para aumentar esse valor”, aponta.

Caso irregularidades sejam comprovadas, os postos podem receber sanções que variam de advertência e multa. Cunha também explica que uma opção seria fazer com que o posto que cometeu alguma infração vendesse o combustível a preço de custo, como acorreu com postos de Florianópolis. Porém, se a irregularidade for considerada muito grave, o posto pode até ser fechado por um período determinado.

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