Alta nos combustíveis afeta revendedoras e consumidores, diz Sindipetro

Nesta semana, Petrobras anunciou a quinta alta consecutiva nos preços dos combustíveis em apenas dois meses; aumento já traz reflexo no bolso de empresários e consumidores

A quinta alta consecutiva dos preços dos combustíveis nos dois primeiros meses deste ano tem deixado os consumidores preocupados. Afinal, ninguém sabe, ao certo, onde os preços vão parar e o impacto que irão causar na economia do Brasil.

Aumento da gasolina já pesa no bolso do consumidor em Joinville – Foto: Jean Balbinotti/NDAumento da gasolina já pesa no bolso do consumidor em Joinville – Foto: Jean Balbinotti/ND

Conforme Luiz Antônio Amin, empresário e presidente do Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina), desde o dia 1º de janeiro, a Petrobras, estatal que atua e detém o monopólio na exploração, produção, refino e comercialização de combustíveis no País, tem adotado uma política agressiva.

Com isso, tanto o consumidor como os revendedores encontram dificuldades para administrar esses aumentos, que são justificados pela
oscilação de preços do mercado internacional de petróleo.

“É um absurdo o que a Petrobras está fazendo. Os postos já perderam boa parte do capital de giro que tinham e trabalham no limite. Isso se reflete na bomba com o repasse dos aumentos para o consumidor”, afirma Amin.

Segundo ele, até o dia 1o de março, a alta acumulada no preço do litro da gasolina chegou a 41,5% e, no diesel, 33%.

“São índices muito elevados e que comprometem toda a economia. Se aumenta a gasolina e o diesel, aumenta também o custo do transporte e dos alimentos transportados. É um cenário bem complicado”, avalia.

Uma solução para estabilizar os preços, diz Amin, seria criar uma espécie de colchão tarifário, utilizando parte dos lucros da Petrobras para absorver as oscilações de preço do petróleo no mercado internacional.

“Na Inglaterra, isso funciona muito bem e o preço fica muito mais estável”, explica.

O grande problema, reitera Amin, é que a Petrobras não deixa claro como é feita a composição de preço dos combustíveis. De acordo com o presidente do Sindipetro, atualmente, cerca de 38% do preço do litro da gasolina volta para a Petrobras; outros 35% são divididos pelos governos federal e estadual; 14% é destinado para as usinas e transportadoras; e o restante, entre 12% e 13% da margem bruta, é dividido entre as distribuidoras e os postos.

“São margens muito pequenas (de lucro) e que colocam em risco toda a operação. Para nós, não é bom negócio vender combustíveis com preços altos. Trabalhamos com volume e, quanto mais baixo forem os preços dos combustíveis, melhor”, ponderou.

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Economia SC