Confira as diferenças entre banco e cooperativa de crédito

Evolução no número de cooperados foi de 9,6% em 2019 no comparativo ao ano anterior

Conheça o funcionamento de uma cooperativa de crédito – Foto Reprodução/NDTV.Conheça o funcionamento de uma cooperativa de crédito – Foto Reprodução/NDTV.

São mais de 10,9 milhões de pessoas que aderiram às cooperativas de crédito no país, conforme dados do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo do Banco Central. Os dados mostram que a adesão tem apresentado aumento. A evolução no número de cooperados foi de 9,6% em 2019, no comparativo com o ano anterior.

As cooperativas de crédito são instituições financeiras alternativas aos bancos. Tanto as cooperativas de crédito quanto os bancos comerciais são instituições reguladas pelo Banco Central e fazem parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que reúne todas as instituições financeiras públicas ou privadas do país.

Produtos e serviços como conta-corrente, aplicações, cartão de crédito, débito, empréstimos e financiamentos estão disponíveis nas duas instituições financeiras.

A principal diferença entre as duas instituições é em relação a sua gestão. Os bancos comerciais, em geral, são controlados por um grupo de acionistas que visam o lucro. Já as cooperativas de crédito possuem uma gestão dos próprios cooperados e todos os ganhos são chamados de “sobras” e divididos com os associados ao final de cada ano.

De acordo com o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo do Banco Central, somente no ano de 2019, a soma de todas as sobras líquidas das cooperativas de crédito brasileiras atingiu o valor de  R$ 2,7 bilhões.

Por terem na sua gestão os próprios cooperados, as cooperativas de crédito realizam assembleias onde todas as decisões são tomadas de forma conjunta. Os associados podem ter acesso às informações, pedir esclarecimentos, opinar e votar. Diferente dos bancos em que os clientes não influenciam nas decisões de gestão.

Dentro das cooperativas de crédito é possível ter uma linha de crédito com as taxas de juros reduzidas e algumas inclusive não cobram fornecimento de talões, transferências e cadastros já que precisam arrecadar somente para os custos e necessidades de reinvestimento e não visam lucro.

Outro diferencial das cooperativas em relação aos bancos é a forma como o cooperado é tratado. De acordo com a Política Nacional de Cooperativismo, que mostra as leis que o cooperativismo precisa seguir no Brasil, as cooperativas não podem distinguir seus cooperados, o que vale para um vale para todos. Já os bancos podem tratar os usuários de forma distinta.

Os bancos, embora não tenham limitações geográficas, priorizam atender os clientes dos grandes centros. Já as cooperativas prestam um importante serviço nas áreas remotas para usuários que não possuem acesso a instituições financeiras. O Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo mostra que tanto as sedes quanto os Postos de Atendimento Cooperativo (PAC), tiveram um aumento de 10% em relação ao ano de 2018. No Brasil a região Sul lidera a posição de possuir mais cooperativas de crédito, já que 93% dos municípios possuem pelo menos uma sede ou PAC.

Em Santa Catarina, advogados criam cooperativa de crédito com atendimento personalizado para a categoria

Mais de 8 mil advogados aderiram ao Sicoob Advocacia em Santa Catarina, a cooperativa de crédito específica para os advogados. Criada há 15 anos, a instituição oferece atendimento personalizado para os advogados.

“O advogado como um todo, ele paga um preço muito caro, nós não devemos satisfação para ninguém só pro nosso código de ética. Nós não temos corregedor, não temos CNJ. Aí por essa independência o advogado não tinha como se auto-financiar”, diz Marco Antonio Mendes Sbissa, diretor-financeiro do Sicoob Advocacia.

Advogado Marco Antonio Mendes Sbissa fundou o Sicoob Advocacia junto com colegas de profissão – Foto Reprodução/NDTV.Advogado Marco Antonio Mendes Sbissa fundou o Sicoob Advocacia junto com colegas de profissão – Foto Reprodução/NDTV.

“É uma atividade do qual você precisa de recursos. Nós não temos contracheque, nós não temos aposentadoria, Então, lá atrás há muito tempo, a Caixa de Assistência dos Advogados de Santa Catarina junto com a OAB criaram essa cooperativa para trazer essa solução”.

A instituição tem crescido ano a ano e 2019 acumulou valores de sobra que somaram R$ 3,6 milhões. O dinheiro foi dividido entre todos os cooperados de forma proporcional à participação de cada um.

“Quem mais utiliza a cooperativa, mais recebe. Por que? Porque eles que utilizam, os cooperados, (eles) que fazem a riqueza da cooperativa. Então, esse ano nós levamos à assembleia geral para que o cooperado decidisse de que forma que seria distribuída (a sobra)”, diz Sbissa.

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