Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Caçador às escuras há quatro dias: Cobalchini dispara contra Celesc

Líder do MDB criticou Diretoria da Celesc que continua em "home office" e presidente em férias

Durante contundente pronunciamento hoje na Assembleia Legislativa, o deputado Valdir Cobalchini, disparou contra a ineficiência da Celesc que há quatro dias deixa Caçador e vários municípios do meio oeste na mais completa escuridão.

As torres de transmissão da empresa Evoltz que sofreram quedas na noite de sexta-feira não haviam sido recuperadas até as 16 horas desta terça-feira.

Caçador sem energia sofrendo prejuízos incalculáveis – Foto: Divulgação/NDCaçador sem energia sofrendo prejuízos incalculáveis – Foto: Divulgação/ND

A assessoria de Imprensa do líder do MDB divulgou nota sobre o conteúdo de sua forte critica: “O leite já está derramado. O prejuízo não se recupera. O sentimento é de tristeza e revolta. É um verdadeiro absurdo”.

O emedebista cobrou atitude do governo em relação ao comando da maior empresa pública do estado. Para Cobalchini, por mais imprevisível o acidente que derrubou várias torres da linha de transmissão, é inadmissível que a direção da Celesc não tenha se deslocado para comandar uma força-tarefa na região.

“O presidente está de férias e não voltou”, disse, em tom de perplexidade. “Uma empresa como essa não pode ficar em home office”.

O argumento de que a recuperação de linhas em acidentes tem prazo longo, do ponto de vista legal, foi totalmente contestado: “em empresas privadas, as coisas se resolvem em 24 horas”, desabafou o parlamentar.

A transmissão até a subestação é de responsabilidade da empresa Evoltz, concessionária do governo federal. Cobalchini lembra que a Assembleia aprovou investimentos de R$ 1,3 bilhão para melhoria do sistema elétrico, então a Celesc não pode se omitir.

“Não existe plano B?” – ele indagou, lembrando que só em Caçador são mais de 20 mil unidades desligadas, e apenas o Hospital Maice está com energia, funcionando com gerador. “Não precisamos de solidariedade, mas de atitude”, reforçou”.

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