Camelódromo, vitória dos pequenos comerciantes

Das barraquinhas de lona a um centro comercial com infraestrutura compela no Centro da Capital, lojistas do espaço comemoram 30 anos de história

De pilhas a video games, se encontra de tudo um pouco no centro comercial – Divulgação/ND

Localizado ao lado do Mercado Público, mas independente do histórico prédio da capital catarinense, o Camelódromo de Florianópolis completa 30 anos em 2020. A história do centro comercial popular se confunde com a de José Roberto Leal, o Zezinho, que preside a Assopecom (Associação dos Pequenos Comerciantes do Camelódromo), fundada no início da década de 1990.

Zezinho é ex-camelô que se tornou microempreendedor, um vencedor nos negócios e na vida, pois superou todos os obstáculos que surgiram em seu caminho, inclusive a paralisia infantil, aos 11 meses de idade.

A entidade dirigida por ele administra o camelódromo e cobre todos os custos da estrutura, que também pertence à associação e fica localizada em um terreno cedido aos comerciantes pela União.

Leal conta que para que os empresários pudessem ter esse centro comercial hoje, com toda a estrutura, com ar-condicionado, seguranças, monitoramento por câmeras, banheiros e acessibilidade, foi preciso muita determinação e organização. “O camelódromo só abre as portas hoje, todos os dias, porque nós decidimos nos unir e criar a associação.

Antes, todos se reuniam e ficavam espalhados no Largo da Alfândega, nos ‘chiqueirinhos’ (barracas cobertas de lona). Não havia banheiros, por exemplo, e tudo tinha de ser desmontado e remontado diariamente”, conta.

Ele acrescenta que houve muita discussão até a prefeitura oferecer a eles o espaço. Na época, os emprendedores ficavam reunidos no local e todo o espaço ficava coberto por uma grande lona.

Estrutura abriga hoje 134 boxes e gera 2.000 empregos indiretos – Divulgação/ND

Mix completo de produtos

Em 1995, o Camelódromo Municipal recebeu o primeiro telhado de alvenaria, que já foi instalado com recursos da Assopecom. Quatro anos depois, o espaço foi totalmente transformado e ficou similar à estrutura atual.

Hoje,o prédio abriga lojas de costura, artesanato, surf, calçados, guarda-chuva, entre muitos outros produtos. De elástico usado para amarrar o cabelo a equipamentos eletrônicos sofisticados, se encontra de tudo no camelódromo. O local tem hoje 134 boxes e a estrutura oferece bicicletário, lanchonetes e banheiro com acessibilidade. O centro comercial emprega 12 funcionários diretamente e gera outros 2.000 empregos indiretos.

A maioria das mercadorias comercializadas é importada de forma legal, mas também são vendidos produtos nacionais. O mix de produtos é completo, como o de um shopping center. “Nosso camelódromo é referência e já foi eleito o melhor do país”, enftiza Zezinho. O edifício fica localizado na rua Francisco Tolentino, 315, no Centro da Capital, ao lado do Mercado Púlico e abre as portas de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h e, nos sábados, das 8h30 às 14h. Mais informações pelo telefone- Telefone: (48) 3222-3877.

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