Sabrina Aguiar

sabrina.aguiar@ndtv.com.br Coluna sobre os assuntos de Joinville e região. A economia, segurança pública, política e todos outros fatos por quem vive e pensa sobre as cidades.


Canal do Linguado: abrir ou não abrir? E para quando?

Discussão foi debatida em uma reunião pública na câmara de vereadores de Joinville pensando na duplicação da BR-280, pois é o único trecho não licitado ainda

Pensar na duplicação da BR-280 envolve um desafio: o Canal do Linguado. Na região da Baía Babitonga, a situação histórica se arrasta desde 1907 quando começou a ser fechado até completamente em 1935. Para se ter uma ideia é hoje a única parte não contemplada em projeto por parte do governo federal sobre a duplicação da rodovia.

Em reunião pública na Câmara de Vereadores de Joinville, o tema foi amplamente debatido. Isso porque para o proponente, vereador Érico Vinicius (NOVO) é urgente pensar o que será feito ali: uma ponte ou não? Abrir o canal totalmente ou parte dele?

Canal Do Linguado, em Balneário Barra do Sul. – Foto: Prefeitura Balneário Barra do Sul/Divulgação/NDCanal Do Linguado, em Balneário Barra do Sul. – Foto: Prefeitura Balneário Barra do Sul/Divulgação/ND

O procurador federal, Tiago Alzuguir Gutierrez que atua na área ambiental em Joinville desde 2007 e o pesquisador Dr. Cláudio Rudolfo Turek, biólogo, e Coordenador da Câmara Técnica Canal do Linguado apresentaram os estudos.

Em 2001 foi ajuizada uma ação civil pública onde em parceria com outras instituições passou a se realizar um estudo de impacto ambiental para melhor tráfego na BR-280 pelos veículos e trens.

Hoje, os problemas são vários: como poluição da água, lama e assoreamento, principalmente na região de Barra do Sul, que afetam pescadores todos os dias.

O estudo foi concluído em 2004 e apontou para uma solução mais viável: abrir parcialmente e evitar um alagamento de casas em Barra do Sul, caso fosse aberto totalmente. A ação civil pública foi extinta para haver estudo técnico por parte dos órgãos responsáveis e não o judiciário.

A conclusão é prática: é preciso dragar, segundo os pesquisadores e mais. Ter um projeto rápido. Hoje com os valores repassados pelo DNIT, cerca de R$ 80 milhões por ano, a duplicação deve levar mais 15 anos a frente.

Outro ponto ali no trecho é a construção de uma ponte, incluindo ferroviária para atender a necessidade turística e logística hoje dessa rodovia. Todos os trechos estão licitados, menos o do Linguado. Diante dessa urgência, o vereador Érico quer levar o caso para o Congresso e Senado e suas representações catarinenses nesses locais.

Não deixa dúvidas que o abaixo-assinado lançado nessa semana pela Fiesc e Grupo ND só vem a somar o que se necessita fazer: melhores condições para as rodovias federais catarinenses, como é o caso da BR-280.

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