Ceasa de SC atualiza abastecimento e cita alta de preços com paralisação de caminhoneiros

Associação Catarinense de Supermercados está monitorando todas as regiões e afirma que falta de produtos não foi registrada

Os bloqueios dos caminhoneiros nas rodovias federais e estaduais reduziram a oferta de hortifrútis em Santa Catarina nesta quinta-feira (9). A Ceasa/SC (Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina) garante que ainda não há desabastecimento de produtos.

No entanto, caso a paralisação dos caminhoneiros continue nos próximos dias, a oferta pode diminuir e, consequentemente, o preço subir.

Ceasa/SC diz que há equilíbrio entre oferta e procura de hortifrútis na manhã desta quinta-feira (9) – Foto: ANDRÉ VIERO/NDTVCeasa/SC diz que há equilíbrio entre oferta e procura de hortifrútis na manhã desta quinta-feira (9) – Foto: ANDRÉ VIERO/NDTV

Conforme a entidade, houve uma redução pontual na oferta de determinados produtos. Além disso, o número de compradores está abaixo da média para o período.

O diretor-presidente da Ceasa/SC, Gilmar Germano Jacobowski, está monitorando a situação. Ele pede tranquilidade e acredita que a situação se normalizará em breve.

No entanto, não há desabastecimento. Quanto aos preços, não há registro de alta, devido ao equilíbrio entre oferta e procura”, diz Jacobowski.

“O que mais está impactando é o medo das pessoas, seja dos produtores ou dos compradores, que deixam de vir. O que pode ocorrer é que alguns motoristas não conseguem se explicar sobre a carga perecível e acabam ficando retidos. Mas são casos pontuais”, explicou.

Em entrevista ao repórter da NDTV, Paulo Mueller, Jacobowski disse que a preocupação é com mercadorias vindas de outros Estados, como São Paulo e Minas Gerais. Essa preocupação, segundo o diretor-presidente, é porque não se sabe a real situação dos bloqueios fora de Santa Catarina.

Conforme Jacobowski, nesta quinta, alguns produtores catarinenses deixaram de ir à Ceasa de caminhão e foram de carro para evitar conflitos.

Oferta reduzida

A ocupação dos Pavilhões dos Produtores registrou ausência de 19%, enquanto a média diária é em torno de 4% a 5%. Assim, muitos produtores rurais deixaram de colher e trazer suas mercadorias por receio de ficarem presos em bloqueios nas rodovias ou de não ter compradores suficientes.

Alguns itens, como tomate-cereja e pimentão verde, estão com oferta reduzida. Ao mesmo tempo, outros produtos, como a couve-flor e o brócolis, estão com excesso de oferta e preço baixo, devido ao número menor de compradores.

Apesar de bloqueios afetarem transportes, Ceasa/SC garante que não há desabastecimento de produtos – Foto: ANDRÉ VIERO/NDTVApesar de bloqueios afetarem transportes, Ceasa/SC garante que não há desabastecimento de produtos – Foto: ANDRÉ VIERO/NDTV

Os produtores rurais que vendem seus produtos na pedra — como é chamado o espaço de comercialização nos pavilhões — trabalham apenas com mercadorias de Santa Catarina. São, em sua maioria, hortaliças, como verduras e legumes.

Já os boxistas, que vendem produtos também de fora do Estado, relataram à Ceasa casos pontuais de dificuldades para a chegada de suas cargas.

O que dizem os atacadistas

Os principais atacadistas, como Primalta (frutas em geral), Petry (batatas), Irmãos Marino (frutas em geral) e Casa das Bananas (bananas), relataram que estão com abastecimento normal, apesar de pequenos entraves nas rodovias, conforme a Ceasa.

Já a Paulisul (frutas) relata que alguns caminhões ficaram retidos. Por conta disso, podem ficar sem goiaba e uva de mesa para a próxima semana, se não chegarem novas cargas nos próximos dias.

A Cantu (frutas e orgânicos) informou que não há desabastecimento, porém, um caminhão ficou retido. Além disso, percebeu a falta de compradores em comparação ao movimento esperado para o dia da semana.

“É importante que a população se mantenha tranquila e não faça estoque de alimentos, pois não há essa necessidade”, reafirmou Jacobowski.

A ACATS (Associação Catarinense de Supermercados) disse, em nota, que está fazendo um monitoramento em todas as regiões com o objetivo de apurar eventuais situações de falta de produtos. Até o final da manhã desta quinta, não houve confirmação de ausência de produtos.

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