Como Florianópolis saiu de R$ 1,6 bi de arrecadação para R$ 2,5 bi em cinco anos

Capital teve aumento na arrecadação de alguns impostos e reduziu a inadimplência; novo prefeito, Topázio Neto comenta como pretende conduzir a gestão

Uma cidade que enche seus moradores de orgulho. No passado, mais voltada ao turismo praieiro. Hoje, destaque também em áreas como inovação e tecnologia. Uma cidade que viu sua arrecadação saltar de R$ 1,6 bilhão, em 2016, para R$ 2,5 bilhões no ano passado.

Cartão postal de Floripa. a querida Ponte Hercílio Luz. -Reprodução: IStock/NDCartão postal de Floripa. a querida Ponte Hercílio Luz. -Reprodução: IStock/ND

Nesta quarta-feira (23), esta cidade, a Capital dos catarinenses, a Ilha da Magia, completa 349 anos ostentando números positivos, fazendo investimentos e projetando um futuro ainda melhor.

O empresário Renato Cesar de Frei, 64 anos, nascido e criado em Florianópolis, nunca quis sair da sua terra. Ele ama seu trabalho, as praias e os jogos do Figueirense. “Sair de Florianópolis, jamais! Minha praia favorita é Ingleses, onde tenho apartamento. Mas adoro Joaquina e Ponta das Canas também”, diz Frei.

Marinheiro reformado, Lauro Chierighini, 77, é neto de imigrantes italianos e outro manezinho apaixonado pela Ilha. “Meu filho tem uma casinha na Costa da Lagoa. Passo meus fins de semana trabalhando e me divertindo, jogando dominó e fazendo janta com os amigos”, fala sobre como gosta de aproveitar a Ilha.

Secretário municipal de Infraestrutura, Valter Gallina acredita que Florianópolis vai se tornar ainda mais atrativa não só para os nativos, mas para quem deseja trabalhar ou empreender.

“Estamos fazendo obras que a população estava esperando há dezenas de anos”, enfatiza. Para Gallina, o mais recente pacote de investimentos, superior a R$ 1 bi, foi possível com a administração do atual prefeito Gean Loureiro e sua equipe.

“A nossa capacidade de pagamento hoje é nível máximo. Podemos fazer financiamento de mais de R$ 2 bilhões. Temos condição de fazer obras graças, principalmente, ao enxugamento da máquina e porque conseguimos fazer financiamentos e obras com recurso próprio”, pontua Gallina.

ISS supera IPTU como a maior receita

Secretário municipal da Fazenda, Constâncio Maciel se diz grato por participar da atual gestão e ajudar.

“Em 2017, tínhamos uma folha e meia atrasada. Nosso orçamento fechou 2017 em R$ 1,5 bi e uma dívida de curto prazo em torno de R$ 600 milhões. Estávamos no ‘SPC da esfera pública’. Essa dívida foi parcelada e ainda pagamos, mas está acabando”, enfatizou Maciel.

Vista aérea de Florianópolis – Foto: RICARDO WOLFFENBUTTEL/NDVista aérea de Florianópolis – Foto: RICARDO WOLFFENBUTTEL/ND

Segundo ele, houve mudança importante na economia da Capital logo no início do segundo governo Gean. “Sempre tivemos o IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] como a maior receita e, de 2018 para 2019, o ISS (Imposto Sobre Serviços) superou. Isso é um bom sinal, porque dá uma noção de desenvolvimento econômico”, ressalta.

Outro imposto que vem ajudando é o ITBI (Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis), que hoje representa 18% da receita municipal e trouxe R$ 161 milhões de arrecadação em 2021, R$ 65 milhões acima do esperado.

Maciel atribui o sucesso econômico a diversas medidas: “Judicializar devedores, agilizar o relacionamento deles com a prefeitura, fazer obras e prestar bons serviços. Esse conjunto nos transformou em uma cidade com inadimplência insignificante”, afirma.

Ainda segundo Maciel, dos 30% de inadimplência em 2016, hoje não passa de 8%. “Somos a Capital mais adimplente do Brasil, abaixo de 10%. Hoje, recolhemos das cotas únicas mais de 90% do IPTU. Tenho até o fim do ano para receber menos de 10%”, registrou Maciel.

“Sou bastante exigente”, diz o futuro prefeito

No dia 31 deste mês, às 19h, na Assembleia Legislativa, o empresário Topázio Neto assumirá a administração de Florianópolis. Vice-prefeito, ele ascende ao Executivo em função da renúncia de Gean, que disputará o governo do Estado.

Há um ano e meio na política, Topázio disse que se surpreendeu com dois aspectos: o volume de trabalho e o engajamento das pessoas no desenvolvimento da cidade.

O vice Topázio Silveira Neto e o prefeito Gean Loureiro – Foto: Divulgação/NDO vice Topázio Silveira Neto e o prefeito Gean Loureiro – Foto: Divulgação/ND

Ele não deve promover grandes mudanças, pois diz que tem estilo parecido com o do atual prefeito. “Sou bastante exigente com tudo aquilo que diz respeito ao interesse público. Gosto muito de trabalhar com planejamento, metas objetivas e prazos. Dessa forma, com o time aqui, vamos continuar o trabalho”, destaca.

Depois de sair do Republicanos, Topázio não pretende se filiar a outro partido até segunda ordem. Ele também não pretende mexer no secretariado.

Vai apenas colocar os adjuntos no lugar dos secretários que se afastarão para disputar as eleições. Entre as áreas que promete dar mais atenção está a de finanças, pela familiaridade. E quer tornar ainda melhor a cidade em que brasileiros e estrangeiros gostam de passar as férias.

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