Conheça a cerveja 100% produzida em SC

Produto que carregada todos os seus processos originados em Santa Catarina é aposta do Governo de SC para aquecer a economia também no segmento

Já está no mercado a primeira cerveja produzida com ingredientes 100% catarinenses. O líquido foi desenvolvido por meio de uma parceria envolvendo raízes de Santa Catarina e, dessa forma, conquistou a condição de primeira com produção totalmente local.

SC passa a contar com uma cerveja 100% catarinense – Foto: Peterson Paulo/SECOMSC passa a contar com uma cerveja 100% catarinense – Foto: Peterson Paulo/SECOM

O governador Carlos Moisés, inclusive, conheceu o produto na última terça-feira (18). Denominada “Toda Nossa”, a cerveja foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura, a Epagri, a Udesc, além de duas cervejarias, mais a prefeitura de Lages e a Apolúpulo (Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo).

A cerveja contém malte de cevada, leveduras e lúpulo todos ingredientes produzidos em Santa Catarina.

O desafio da manutenção da produção de lúpulo, que ainda está em estágio embrionário no Brasil, aparece como o principal obstáculo, no momento.

Um empreendimento foi instalado em Lages, na Serra Catarinense, para estimular o plantio. O governador ainda enalteceu o projeto. Segundo ele, Santa Catarina possui uma cultura enraizada da produção cervejeira e a chegada de um produto genuinamente catarinense promete alavancar esse mercado.

“É um projeto muito interessante, que contou com o apoio do Governo do Estado desde o princípio. A produção do lúpulo pode trazer uma cultura mais humanizada para o campo e uma boa fonte de renda para os produtores”, ressaltou o governador.

O secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Altair Silva, destacou que a Fazenda Modelo de Lages ajudará a expandir o plantio do lúpulo na Serra. Altair lembra que a região possui clima favorável para esta cultura já que, atualmente, praticamente 100% do lúpulo usado na fabricação de cerveja, no Brasil, é importado.

“O projeto está totalmente alinhado com nossas ações para incentivar as culturas de inverno em Santa Catarina, diversificar a renda e agregar valor à produção. Nossos técnicos da Epagri estão colaborando nas pesquisas e incentivando os agricultores a aderirem ao projeto, que pode mudar a realidade da região serrana. Esse pode ser mais um destaque da Serra Catarinense”, assinalou o secretário.

Produção de cevada

A cervejaria Ambev pretende incentivar também o cultivo de cevada em Santa Catarina. Hoje, a empresa fornece a semana e possui contratos de venda garantida para o produtor. A área plantada, no entanto, é menor que o necessário para abastecer a fábrica.

Santa Catarina conta com uma cerveja 100% local – Foto: Peterson Paul/SECOM/divulgaçãoSanta Catarina conta com uma cerveja 100% local – Foto: Peterson Paul/SECOM/divulgação

A intenção é criar um campo experimental para a produção do cereal, da mesma forma que foi feita com o lúpulo.

Segundo o consultor Felipe Sommer, a Ambev absorveria a produção equivalente a 20 mil hectares de cevada plantados em Santa Catarina. Atualmente, a área cultivada no estado é de 492 hectares, concentrados na região de Campos Novos e Joaçaba.

Além de abastecer a indústria, a cevada pode ser utilizada para alimentação animal. A produção adquirida pela Ambev, quando não aproveitada na fabricação de cerveja, é revendida para fábricas de ração em Santa Catarina.

“A produção de cevada casa perfeitamente com nosso projeto de incentivo ao plantio de cereais de inverno. Queremos que os produtores ocupem suas lavouras também no inverno, produzindo trigo, triticale, centeio, aveia ou cevada. Temos boas expectativas nesse projeto e ficamos felizes em encontrar apoio também na indústria”, afirmou o secretário Altair Silva.

A Secretaria da Agricultura está investindo R$ 5 milhões no Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos. Os produtores receberão uma subvenção de R$ 250,00 por hectare efetivamente plantado com cereais de inverno, em um limite de 10 hectares por agricultor.

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