Conheça o FGCOOP, o fundo que garante a segurança financeira das cooperativas de crédito

Fundo garante que correntistas recebam de volta até R$ 250 mil reais em caso de falência

Cooperativas de crédito têm fundo garantidor que devolve dinheiro do cooperado em caso de falência – Foto Reprodução/NDTV.Cooperativas de crédito têm fundo garantidor que devolve dinheiro do cooperado em caso de falência – Foto Reprodução/NDTV.

Desde 1995 os bancos comerciais no Brasil contam com o Fundo Garantidor de Crédito, mais conhecido como FGC, o fundo tem o propósito de devolver aos clientes o dinheiro depositado em conta corrente ou aplicado em investimentos, respeitando o limite máximo de R$ 250 mil em caso de quebra da instituição financeira. Em 2013, as cooperativas de crédito também passaram a ter essa garantia, chamado de Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCOOP).

Os dois fundos foram instituídos pelo Banco Central e integram a rede de proteção aos sistemas financeiros. O FGC surgiu após a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que autorizava a criação de uma instituição que seria capaz de administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras, já que as autoridades na década de 90 estavam preocupadas com a estabilidade do sistema financeiro.

O FGCoop foi instituído alguns anos mais tarde com o mesmo propósito. Em 2012, a Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil (BCB) propôs a regulamentação de um fundo garantidor para o cooperativismo financeiro no país. No ano seguinte foi anunciada a criação do FGCoop durante o V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira.

A entidade é acionada caso o Banco Central do Brasil decrete a intervenção ou liquidação extrajudicial de uma cooperativa de crédito. Nesse caso, o FGCoop inicia o processo de organização do pagamento de garantias para todos os cooperados que estavam associados.

Todas as cooperativas singulares de crédito do país assim como os bancos cooperativos estão associados ao FGCoop desde a resolução nº 4.150 publicada em de 30 de outubro de 2012 pelo Banco Central do Brasil. Já no FGC estão a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos, os bancos comerciais, os bancos de investimento, os bancos de desenvolvimento e outros.

Para a manutenção de ambas entidades as instituição financeiras associadas precisam contribuir mensalmente com 0,0125% do total de seus depósitos e investimentos.

De acordo com o relatório anual publicado no ano de 2019 pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito 12,2 milhões de pessoas e empresas possuem seus depósitos garantidos. A entidade possui R$ 1,33 bilhão de reais em seu patrimônio social acumulado.

Já o Fundo Garantidor de Crédito possui o valor de R$ 80,6 bilhões de reais. Segundo consta no relatório do Banco Central de 2019, o valor é considerado “um volume de recursos adequado ao cumprimento de seu propósito: contribuir para a confiança das pessoas no Sistema Financeiro Nacional”.

Cooperativa de crédito de advogados de Santa Catarina garante segurança financeira aos cooperados

Apesar de terem taxas mais atrativas do que os bancos e oferecerem mais rentabilidade nas aplicações, apenas 5% da população aderiu às cooperativas, conforme dados do Banco Central. O desconhecimento sobre essas instituições geram receio, o que faz as pessoas concentrarem as operações financeiras nos bancos comerciais.

Advogado Paulo Marcondes Brincas é cooperado do Sicoob Advocacia – Foto Reprodução/NDTV.Advogado Paulo Marcondes Brincas é cooperado do Sicoob Advocacia – Foto Reprodução/NDTV.

“Antes de me tornar cooperado eu também tinha esse falso problema. Mas eu te garanto. Quem tem esse problema, é natural que tenha essa dúvida, basta se cooperar. Rapidamente se muda de ideia”, diz o advogado Paulo Marcondes Brincas, que é cooperado do Sicoob Advocacia.

Diretor executivo do Sicoob Advocacia Fabiano Sardá destaca a segurança das cooperativas de crédito – Foto Reprodução/NDTV.Diretor executivo do Sicoob Advocacia Fabiano Sardá destaca a segurança das cooperativas de crédito – Foto Reprodução/NDTV.

“Além de toda regulação que hoje o sistema financeiro basicamente o banco central faz, hoje a gente tem uma regulação muito similar, se não for mais forte do que os próprios bancos. E as cooperativas, elas criam ferramentas para poder se resguardar”, diz o diretor executivo do Sicoob Advocacia Fabiano Sardá.

No Sicoob Advocacia, que é a cooperativa de crédito específica para os advogados de Santa Catarina, os cooperados contam com o Sicoob Fundo Garantidor (FGS), instituído pelo Sicoob.

Conforme a instituição, “para oferecer aos associados a garantia prestada pelo FGS, as singulares interessadas são submetidas a rigoroso processo de avaliação, instituídas por regulamento próprio, de forma que o direito à cobertura de todas as cooperativas participantes possa ser assegurado”.

Nas cooperativas de crédito todos os cooperados são donos do negócio, por isso todos ficam de olho nos gastos e rendimentos da instituição. Esses dados ficam expostos no portal da transparência das cooperativas, o que é mais um instrumento para garantir a segurança dessas instituições.

Acesse e receba notícias de Florianópolis e região pelo WhatsApp do ND+

Entre no grupo

+

Sicoob Advocacia