Diamante Energia apresenta relatório socioambiental e destaca transição energética justa

Empresa é gestora do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, o maior movido a carvão da América Latina, e implantou a transição energética justa

Para marcar a Semana Mundial do Meio Ambiente, a Diamante Geração de Energia prestou contas à sociedade com o lançamento do relatório socioambiental. Num evento realizado no auditório do Parque Ambiental Encantos do Sul, em Capivari de Baixo, no Sul catarinense, o documento foi apresentado pelo CEO da companhia, Pedro Litsek, a autoridades, ambientalistas, funcionários do setor e à cadeia de carvão mineral de Santa Catarina.

Vista do alto da termelétrica Jorge Lacerda, que emprega mais de 20 mil pessoas – Foto: Divulgação/NDVista do alto da termelétrica Jorge Lacerda, que emprega mais de 20 mil pessoas – Foto: Divulgação/ND

O relatório ilustra a preocupação da empresa gestora do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda com o seu papel no meio ambiente e na sociedade, em especial os moradores da região Sul do Estado.

“Relata todos os nossos programas de monitoramento, tudo que a gente cuida em termos de meio ambiente, tudo que a gente fez em prol da sociedade. É uma prestação de contas da companhia perante a sociedade”, explica Litsek.

CEO da Diamante Geração de Energia, Pedro Litsek apresentou relatório socioambiental da companhia – Foto: Sandro Silva/Divulgação/NDCEO da Diamante Geração de Energia, Pedro Litsek apresentou relatório socioambiental da companhia – Foto: Sandro Silva/Divulgação/ND

O evento teve sequência com a palestra “Transição energética justa: marco legal” realizada pelo presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan.

Ele falou que o caminho para os próximos anos é incentivar a descarbonização do carvão por meio de tecnologias de captura de CO2: “Todos nós queremos respeitar o meio ambiente e trazer tecnologias que gerem o menor impacto ou impacto zero, se possível, na produção de produtos e serviços e na relação com meio ambiente. Por isso precisamos buscar as tecnologias corretas.”

O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan, falou sobre a descarbonização do carvão – Foto: Sandro Silva/Divulgação/NDO presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan, falou sobre a descarbonização do carvão – Foto: Sandro Silva/Divulgação/ND

As recém-sancionadas leis 14.299/22 e 18.330, que tratam da transição energética justa, foram destaque do debate que aconteceu durante o evento. As leis que instituem políticas para criar um plano de mudança no setor carbonífero foram um avanço significativo, segundo Luciano Buligon, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Catarina.

Buligon ressaltou que o carvão não é vilão e por isso o processo de descarbonização precisa ser muito bem executado. “O carvão é um recurso mineral importantíssimo e trazer soluções para o carvão mineral que não seja emitir carbono, talvez, seja um dos grandes desafios que a transição energética justa precisa fazer”, disse.

Complexo emprega mais de 20 mil pessoas

O Complexo Termelétrico Jorge Lacerda é uma importante fonte de energia elétrica para Santa Catarina. É o maior movido a carvão da América Latina, empregando mais de 20 mil pessoas e movimentando mais de R$ 5 bilhões ao ano.

“Quando a gente fala em transição energética justa a gente pensa no meio ambiente, mas é preciso pensar também no social. Se daqui para a frente tivesse um problema e as termelétricas não pudessem operar e de repente faltasse energia, seria uma espécie de um apagão, isso não seria uma transição energética justa, seria um colapso”, afirmou o CEO da Diamante Energia, Pedro Litsek.

O bate-papo mediado pelo jornalista Ruy Barata reuniu, ainda, outras autoridades e profissionais envolvidos nesse processo de transição energética.

O prefeito de Capivari de Baixo, cidade que se desenvolveu em torno do Complexo Jorge Lacerda, destacou a importância dessa cadeia produtiva do carvão. “Até o ano passado tínhamos um cenário catastrófico, mas precisamos continuar trabalhando. O município precisa se preparar para outras matrizes econômicas e a transição energética nos dará, com certeza, mais esta oportunidade de evoluir”, disse Vicente Corrêa.

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