Em meio a pandemia, Florianópolis tem a cesta básica mais cara do país

Dieese aponta alta no preço da carne bovina, café e açúcar; 12 das 17 capitais brasileiras registraram queda no valor da cesta básica em fevereiro

Florianópolis tem a cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras, conforme pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados são referentes ao mês de fevereiro de 2021.

O custo médio de uma cesta básica em Florianópolis é de R$ 639,81. Ocupando o outro extremo da lista está Aracaju, capital do Sergipe, onde a cesta básica tem custo médio de R$ 445,90.

Cesta básica em Florianópolis é a mais cara do BrasilPesquisa comparou o custo médio da cesta básica nas 17 capitais brasileiras – Foto: Arquivo/Prefeitura de Santa Bárbara/ND

Com base na cesta básica de Florianópolis, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência seria de R$ 5.375,05, o que corresponde a 4,89 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.100.

Itens mais caros

Dentre os produtos que encareceram em fevereiro está a carne bovina de primeira. Em Florianópolis, esse item sofreu a maior elevação nacional no preço médio, estimada em 4,4%. Por outro lado, o Dieese registrou queda de -4,51% no valor do leite na capital catarinense.

O café em pó e o açúcar também registraram alta em 14 e em 13 cidades, respectivamente.

Na contramão, vários itens tiveram queda nos preços, como a batata (-28% em Campo Grande), o óleo de soja (-7,5% em Aracaju), o arroz agulhinha (-8,8% em Campo Grande), o tomate (-27,5%, em Campo Grande) e o leite integral (-5,79% em Aracaju).

Queda nos preços

Apesar de ocupar o primeiro lugar entre as cestas mais caras, a cesta básica em Florianópolis registrou queda de -1,77% comparada ao mês anterior.

Também na comparação com o mês de janeiro, o custo médio da cesta básica caiu em 12 das 17 capitais brasileiras. As maiores reduções foram registradas em Campo Grande (-4,67%), Brasília (-3,72%), Belo Horizonte (-3,16%), Vitória (-2,46%) e Goiânia (-2,45%).

Já a capital onde ocorreu a maior alta no mês foi João Pessoa (2,69%), seguida por Curitiba (2,33%), Natal (2,19%), Belém (1,11%) e Porto Alegre (1,03%).

Cestas mais caras

  • Florianópolis – R$ 639,81
  • São Paulo – R$ 639,47
  • Porto Alegre – R$ 632,67
  • Rio de Janeiro – R$ 629,82
  • Vitória – R$ 609,27

Cestas mais baratas

  • Salvador – R$ 479,19
  • Recife  – R$ 469,71
  • Natal – R$ 464,43
  • Aracaju – R$ 445,90

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