De imóvel abandonado a complexo de habitação: as renovações no Estreito, em Florianópolis

Marcelo Teixeira e Valton Carlos Werner Júnior abriram empreendimento no Estreito por acreditar no crescimento do bairro

Morador há 22 anos do Estreito, Marcelo Teixeira é um bom exemplo de empreendedor local. O então gerente administrativo e financeiro de uma empresa privada enxergou no bairro a oportunidade de abrir o próprio negócio. Um então imóvel abandonado se transformou, em novembro do ano passado, em uma cafeteria e padaria.

Marcelo Teixeira é morador do bairro e abriu uma padaria e cafeteria – Foto: Leo Munhoz/NDMarcelo Teixeira é morador do bairro e abriu uma padaria e cafeteria – Foto: Leo Munhoz/ND

Ele recorda que teve a ideia de montar o negócio quando passava com a filha pelo local. “Pensei: ‘o ponto aqui é fantástico. Isso aqui dá um restaurante”, lembrou. O projeto inicial de transformar o local em um restaurante não foi adiante e acabou em um espaço gastronômico com padaria, cafeteria, empório e adegaria. Teixeira conta com 17 funcionários.

Para ele, a ideia do projeto Estreitar será benéfica, por observar que o morador do bairro está com baixa estima. “Nós aqui no bairro estamos com falta de autoestima”, disse ele, ao lembrar que dias após a inauguração, uma moradora chegou a falar que o empreendimento era “muito bonito para o bairro”.

Um empreendimento de inovação

O empreendedor Valton Carlos Werner Júnior, que está em fase de implantação no bairro o complexo denominado Floripa Square, que envolve mídia, habitat de inovação, com capacidade de geração de riqueza a partir do empreendedorismo, disse que na época em que decidiu empreender no bairro, em 2015, a ideia sempre foi oferecer ao Estreito algo diferente.

O empreendedor Valton Carlos Werner Júnior disse que uma “ambição bonita” para o bairro – Foto: Leo Munhoz/NDO empreendedor Valton Carlos Werner Júnior disse que uma “ambição bonita” para o bairro – Foto: Leo Munhoz/ND

Ele lembrou que no início do empreendimento chegou a ser motivo de chacota. “Diziam: ‘vão construir uma mansão no meio da favela’. E hoje é o contrário e o empreendimento está com 85% de ocupação”, frisou.

“Aqui você tem acesso a toda grande Florianópolis, você tem banco, refeição. Nós temos uma ambição bonita aqui na região”, afirmou Valton. O empreendedor destacou ainda que vê a iniciativa dele como “enxergar uma oportunidade, ninguém queria saber dessa região”. “É um bairro que tem uma baita oportunidade. Aí você olha no entorno e está tudo velho, caindo ao pedaço, não faz sentido”.

Para Valton, o bairro não tem predicados negativos, pois não oferece dificuldades estruturais  agigantadas e não é violento. “Só tem coisas boas, o bairro”. Segundo ele, existem preconceitos tolos e muitos não enxergam uma oportunidade de desenvolvimento do Estreito.

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