Empresário aposta na olivocultura e em novo tipo de turismo no Oeste catarinense

Marcos Matias Roman tem uma área de plantio de oliveiras de 17 hectares em Campo Erê e, com o impulso do SC Mais Renda Empresarial, vai receber turistas em meio à produção

Morador do município de Campo Erê, no Oeste catarinense, Marcos Matias Roman investiu, há seis anos, na olivocultura, no plantio de oliveiras, árvores milenares, que podem chegar a até 3.000 anos, e que produzem as azeitonas, utilizadas para a produção do azeite de oliva que utilizamos diariamente na salada, para cozinhar os mais diversos pratos e que traz inúmeros benefícios ao organismo.

Marcos Matias Roman investiu, há seis anos, na olivocultura, plantio de oliveiras, em Campo Erê – Foto: Reprodução/NDTVMarcos Matias Roman investiu, há seis anos, na olivocultura, plantio de oliveiras, em Campo Erê – Foto: Reprodução/NDTV

Ao longo dos anos, ao cuidar da plantação, que hoje ocupa 17 hectares, decidiu também desbravar um novo tipo de turismo e abriu as suas terras para a visitação. “A ideia é investir na recepção dos visitantes em meio às oliveiras. Hoje, já há vários locais no mundo que recebem turistas na olivocultura, para piqueniques, provas às cegas. As pessoas também são orientadas, como consumidores, sobre como reconhecer e distinguir um bom azeite”, afirma.

O empresário explica que, no local, instala no momento um Lagar – nome técnico da indústria do azeite – com equipamentos de Santa Catarina, que é o único deste tipo fabricado no Brasil, e que será implantado entre os meses de janeiro e fevereiro de 2022 para comercializar os produtos.

“No entanto, nós já começamos a divulgação antes da atividade, para que, quando o azeite estiver efetivamente em mãos, já tenhamos a clientela”, ensina ele.

Os planos para o plantio e a exploração e expansão das atividades no local são muitos, no entanto, só são realizados e têm continuidade atualmente por meio do impulso que Roman recebeu do programa SC Mais Renda Empresarial.

“Para poder divulgar o plantio e a produção preciso reunir as pessoas aqui em meio às oliveiras e essa atividade, por ser turística, foi muito prejudicada pela pandemia, que não afetou apenas a gente aqui, mas empreendedores de todo o mundo, dos mais diversos setores. Passamos por momentos difíceis e então o Sicoob, onde sou parceiro há muito tempo, me ofereceu esse financiamento do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), e para mim foi ótimo, porque me deu esse apoio quando eu mais precisei”, conta ele.

Para o empresário, o diferencial foi, além do juro zero oferecido pela iniciativa, o prazo de carência de 12 meses para o pagamento. “Isso me ajudou muito, porque me deu esse tempo para começar a receber as pessoas de novo, poder começar a produzir para pagar, ter esse capital, eu consegui um caixa para fazer a divulgação”, esclarece.

Impulso para os micro e pequenos empresários e MEis

Além de Marcos Roman, mais de 3.650 empreendedores, entre MEIS, micro e pequenos empresários de todo o Estado, recorreram ao programa SC Mais Renda Empresarial, lançado em agosto deste ano, para garantir os empregos de seus funcionários, a própria sobrevivência durante a pandemia e expandir suas atividades.

A iniciativa, do governo estadual, oferece operações de crédito para micro e pequenos empreendedores e MEIS (microempreendedores individuais).

Criado justamente para atender os empresários mais afetados pela pandemia de Covid-19, o programa oferece linhas de crédito para os micro e pequenos empresários de até R$ 100 mil com juros subsidiados integralmente pelo Governo do Estado para aqueles que estiverem adimplentes, com carência de até 12 meses e 36 meses para amortização.

Para os MEIs, o valor para financiamento é de até R$ 10 mil, tendo seis meses de carência e 12 meses de amortização. Os empréstimos são viabilizados pelo BRDE com o apoio de cooperativas de crédito conveniadas.

Dados do BRDE apontam que, por meio do programa, até o dia 10 de dezembro deste ano, já foram disponibilizados mais de R$ 208 milhões e atendidas pessoas em mais de 200 municípios catarinenses.

Os planos para  a exploração e expansão das atividades no local  só foram possíveis por meio do impulso que Roman recebeu do programa SC Mais Renda Empresarial. – Foto: Reprodução/NDTVOs planos para  a exploração e expansão das atividades no local  só foram possíveis por meio do impulso que Roman recebeu do programa SC Mais Renda Empresarial. – Foto: Reprodução/NDTV

Iniciativa inédita no Estado

Marcelo Haendchen Dutra, vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, reforça que a iniciativa é inédita no Estado. “O programa concede um grande diferencial de o empresário poder receber um recurso, num período difícil, quando talvez nem faturamento ele tivesse, e poder pagar mais adiante. O micro e pequeno empreendedor vai ficar um ano praticamente sem efetuar pagamentos e somente depois deste período ele vai devolver esse montante, ao longo dos três anos subsequentes, no exato valor que ele pegou emprestado. Na prática é juro zero! Este subsídio concedido pelo Governo do Estado, através da sensibilidade do governador Carlos Moisés, é uma conquista importante para os setores mais atingidos pela pandemia”, ressalta.

Ele destaca ainda a capilaridade da iniciativa. “Além de se diferenciar pelo juro zero e prazo para retornar o investimento, a capilaridade do programa, que em menos de três meses já conseguiu atingir dois terços das cidades do Estado. É importante destacar que essa demanda, a origem destes pedidos, veio dos municípios e o banco conseguiu dar vazão e entregar o recurso a quem precisava”, explica.

Marcelo Haendchen Dutra, vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, reforça que a iniciativa é inédita no Estado – Foto: Reprodução/NDTVMarcelo Haendchen Dutra, vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito do BRDE, reforça que a iniciativa é inédita no Estado – Foto: Reprodução/NDTV

Garantia do emprego

Dutra lembra ainda que mais do que fomentar negócios, o objetivo do programa é a manutenção do negócio como condição de emprego nestes micro e pequenos empreendimentos catarinenses. Até o momento, o programa ajudou a manter 12.744 empregos em Santa Catarina. “São comércios e principalmente serviços, onde os principais setores afetados, que foram os segmentos de turismo, eventos, restaurantes, precisavam de uma condição de retomada, para se reerguer. Hoje, em Santa Catarina, são mais de 500 mil pequenos negócios. OS micro e pequenos empreendedores representam mais de 95% das empresas formalizadas e juntos respondem por 35,1% do PIB do Estado. Então quando você consegue, com um programa, atingir os que foram mais abruptamente afetados pela pandemia, está na verdade dando um grande respiro para a economia catarinense”, destaca o vice-presidente.

O diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, acrescenta que a iniciativa foi idealizada como um plano de governo. “Esse programa tem um grande alcance social. Santa Catarina, assim como o mundo todo, também sofreu as consequências da Covid-19, isso trouxe uma instabilidade econômica e financeira para essas micro e pequenas empresas e para os microempreendedores individuais. E o governo de Santa Catarina, sensível a essa questão, buscou junto aos seus parceiros, O BRDE e o Badesc, a condição de atendermos esses empresários e essas pessoas atingidas fortemente”, afirma.

O diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, afirma que a iniciativa foi idealizada como um plano de governo – Foto: Reprodução/NDTVO diretor financeiro do BRDE, Eduardo Pinho Moreira, afirma que a iniciativa foi idealizada como um plano de governo – Foto: Reprodução/NDTV

 Números do SC Mais Renda Empresarial (BRDE)

  • Mais de 208 milhões disponibilizados;
  • Até o momento, 3658 empresas beneficiadas;
  • Até o momento, 206 municípios atendidos;
  • Mais de 12.700 empregos mantidos;

*dados atualizados em 10/12

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BRDE – SC mais renda empresarial

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