Entenda porque Grande Florianópolis tem a gasolina mais cara de SC

Biguaçu tem o preço médio do litro da gasolina comum mais caro de Santa Catarina; cenário para o futuro não é favorável para o bolso do consumidor

A Grande Florianópolis tem três municípios entre as cidades com o preço médio da gasolina comum mais cara de Santa Catarina, considerando a pesquisa de outubro, mesmo com uma distribuidora de combustível na região.

Imagem mostra homem vestindo camisa azul e segurando pistola de combustível na cor pretaTrês cidades da Grande Florianópolis estão na lista de locais mais caros para compra de gasolina comum – Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas/ND

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Biguaçu é a detentora do preço médio mais alto em Santa Catarina, sendo comercializado por R$ 6,325 o litro entre os 23 postos de combustíveis pesquisados no município.

Florianópolis é a detentora da gasolina mais barata entre os municípios da Grande Florianópolis. Entre os 106 locais analisados, o melhor valor foi encontrado por R$ 5,38. Enquanto isso, a média é de R$ 6,120.

O vice-presidente do Sindópolis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes, indica que o transporte do produto não é o principal fator para a diferença de preço entre as cidades catarinenses.

“Além dos impostos, um dos grandes problemas está no custo operacional. O aluguel de um posto de combustível em Florianópolis é muito maior que a mesma área no interior do Estado. O valor pago para transportar combustível de Itajaí para Florianópolis, por exemplo, não passa de R$ 0,03 em cada litro para a revenda”, explica.

Vale ressaltar que o litro da gasolina comum registrou um aumento de 38% em apenas um ano, ultrapassando a barreira dos R$ 6. Apesar disso, Joel Fernandes explica que o cenário para o futuro não é favorável para o bolso do consumidor.

“O revendedor compra a gasolina comum por R$ 5,50 nas distribuidoras. Dessa forma, é inviável vender por menos de R$ 6. O que alguns comerciantes fazem é apostar em um preço mais baixo e garantir no volume alto. Normalmente, os postos trabalham com 20% de margem de lucro, mas em Florianópolis essa taxa varia de 13% a 18%, sendo que alguns estão falindo porque não é rentável”, conclui.

É importante destacar que, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço da gasolina comum é baseada em cinco fatores:

Ainda de acordo com o vice-presidente do sindicato, um novo aumento pode ser anunciado por conta do preço do barril de petróleo, batendo US$ 85 (R$ 480) na última sexta-feira, e do preço do dólar comercial que está valendo R$ 5,65, levando em conta a cotação desta sexta-feira (22).

“Quando houve a alta de R$ 0,20, a Petrobras já estava com prejuízo do dobro desse valor. Agora, a diferença é de quase R$ 0,50. Para evitar um novo aumento, seria necessário que o barril voltasse ao preço de, no máximo, US$ 60 e o dólar próximo de R$ 5,20, mesmo patamar de quatro meses atrás”, avalia Joel Fernandes.

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