Entidades empresariais de SC sugerem postergação do ICMS após passagem de ciclone

Efeitos do ciclone acentuam as dificuldades já registradas em função da pandemia do novo coronavírus, segundo o Cofem

As entidades empresariais de Santa Catarina encaminharam um pedido ao governo do Estado para que sejam tomadas medidas econômicas como forma de aliviar os efeitos após a passagem de um ciclone, que destruiu cidades, deixou ao menos 10 mortes e comprometeu serviços básicos, como energia elétrica.

Em Jaraguá do Sul, Defesa Civil contabilizou quase 100 chamados após passagem do ciclone que derrubou árvores por toda a cidade – Foto: Redes Sociais

Uma dessas medidas é a postergação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) entre os meses de junho e setembro. Outra proposta é a ampliação de crédito emergencial do Badesc e BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). O entendimento das entidades é de que ele possa ser utilizado para capital de giro ou reforma de seus estabelecimentos.

O pedido foi feito por meio do Cofem (Conselho das Federações Empresariais), que reúne as Federações das Indústrias (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), dos Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (Facisc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), além do Sebrae/SC.

“Este infortúnio agrava ainda mais a crise que já vivemos em meio ao Covid-19, que nos impôs uma perda de quase meio milhão de empregos formais, uma quebradeira generalizada de empresas e fragilidade ao nosso tecido social, além dos prejuízos de saúde e da vida”, afirmaram as federações no ofício enviado ao governador Carlos Moisés.

Bolsonaro em SC

No sábado (4), o presidente Jair Bolsonaro esteve em Santa Catarina e sobrevoou as cidades de Tijucas e Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. Enquanto os prejuízos ainda são calculados em todos os cantos de Santa Catarina, o governo de Estado reúne todas as informações de modo a ser mais preciso, no que tange ao trabalho de reconstrução.

Reunião com o presidente Jair Bolsonaro – Foto: Tuliana Rosa/divulgação/ND

Ainda em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (3), o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, lembrou da necessidade de precisão nessas informações. Lucas explicou que só diante dessa “certeza” é que o governo federal poderá ajudar já que “os recursos estão escassos”.

Chamado de ‘ciclone bomba’, o fenômeno provocou rajadas de vento que ultrapassaram os 130 km/h. Os municípios ainda contam os estragos. Santa Catarina está em estado de calamidade pública desde quinta-feira (2) e o governo do Estado registrou danos em pelo menos 153 municípios.

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