Famílias venezuelanas chegam a Santa Catarina para trabalhar em empresas do Oeste

Grupo tem refugiados e solicitantes de refúgio ou residência no Brasil. Eles irão trabalhar em Seara, Itá e também em Frederico Westphalen (RS)

Migrantes venezuelanos desembarcam no aeroporto Serafim Enoss Bertaso nesta quarta-feira (7), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O primeiro voo com 27 pessoas está previsto para 10h20. O segundo grupo, com 20 pessoas, deve chegar à Capital do Oeste às 14h45.

Além disso, uma família com três integrantes chega na próxima sexta-feira (9). Outro grupo com 12 pessoas tem previsão de chegada no fim do mês.

Em fevereiro a AVSI Brasil e o Serviço Jesuíta interiorizaram 87 venezuelanos para a região, sendo que 67 como contratados para o trabalho – Foto: Divulgação

Após o desembarque, eles serão levados para Seara, distante 44 quilômetros de Chapecó. Um grupo menor seguirá para Itá, um pouco mais longe, a 66 quilômetros. As famílias serão transportadas pela empresa contratante. Eles estavam abrigados em centros de acolhimento em Boa Vista (RR).

Um total de 31 venezuelanos foi contratado para trabalhar em uma indústria de alimentos de Seara. Um migrante vai para Frederico Westphalen (RS), onde irá trabalhar em uma empresa de peças mecânicas. As outras 27 pessoas são acompanhantes familiares.

Interiorizados em fevereiro: a família Rojas alugou uma casa e continua morando em Seara – Foto: Divulgação

As famílias terão moradia e acompanhamento de assistente social por três meses, garantidos pelo projeto Acolhidos por Meio do Trabalho, da AVSI Brasil. O objetivo é que eles economizem as rendas neste período e, a partir do quarto mês, adquiram a autonomia definitiva.

Crise na Venezuela

A Venezuela enfrenta uma intensa instabilidade política, econômica e social, que foi reconhecida pela comunidade internacional como crise humanitária. Como resultado, desde 2018 milhares de venezuelanos fugiram pela fronteira brasileira em busca de abrigo, gerando pressões sociais e econômicas no estado de Roraima, especialmente nas cidades de Boa Vista e Pacaraima.

Anny Liliana foi convidada para fazer um vídeo em espanhol sobre cuidados com a Covid-19, para as prefeituras de Seara e de Chapecó – Foto: Divulgação

Segundo dados da Operação Acolhida, mais de 800 mil atendimentos foram realizados na fronteira entre Brasil e Venezuela desde o início da crise. Desse número, 264 mil refugiados e migrantes venezuelanos solicitaram regularização migratória no Brasil.

O Conare (Comitê Nacional para Refugiados) já reconheceu 46 mil venezuelanos como refugiados no Brasil – a maior população com este perfil na América Latina, segundo o ACNUR.

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