Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Fiesc lamenta reajuste do gás de 82% em SC aplicado em 2021 pela SC-Gás e mais 24% em 2022

Novo aumento terá vigência a partir de amanhã de mais 24%.

A SC-Gás anunciou que a partir de amanhã, dia 5 de janeiro, as tarifas de Gás Natural Liquefeito para a indústria, terão um reajuste de 24%, com vigência até 30 de junho de 2022.  Isto, independente da decisão do Tribunal de Justiça, que suspendeu até abril aumento de 49%, a partir de 1º de janeiro de 2022.

Estas informações foram confirmadas pela Federação da Indústria, ao enfatizar que no ano passado, o setor industrial catarinense sofreu com reajuste total do gás de 82%.   A decisão da justiça manteve as condições de reajuste previstas no contrato de suprimento vigente. A nova tabela de preço será publicada no diário oficial do Estado, nesta quarta-feira.

O presidente da Fiesc, Mário Cezar de Aguiar, manifestou a posição crítica das indústrias com estes aumentos considerados abusivos e que vão repercutir no custo da produção e, por consequente, nos índices de inflação.

– A indústria catarinense inicia o ano com aumento nos custos de produção. Só em 2021, o insumo para o setor registrou alta de 82%. As empresas vêm sentindo a pressão nos preços de diversas matérias-primas e a alta no gás é mais um componente que se soma a esse ambiente adverso e que alimenta a inflação – afirmou o presidente da Mario Cezar de Aguiar.

Ele salienta que em abril está prevista a entrada em operação do Terminal Gás Sul, no norte catarinense. Com isso, o estado terá um novo fornecedor do insumo, com expectativa de ter preços mais competitivos e a ampliação da oferta de gás, que hoje tem como único fornecedor a Petrobras.

Sem Novo Marco

Nota divulgada pela Assessoria de Imprensa da Fiesc dá mais informações sobre os reajustes do gás:  “O presidente da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, Otmar Müller, lembra que em 2021 entrou em vigor a lei que instituiu o Novo Mercado de Gás no País, que possibilita a abertura do mercado a novos fornecedores e redução de custos, por exemplo. “O fato é que o Novo Mercado de Gás não aconteceu. Existem novos fornecedores aptos, mas a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) não emitiu a tempo as regulações necessárias para o uso e a precificação dos gasodutos. Isso impede que novos fornecedores possam assegurar a entrega do gás à SCGÁS. Assim, continua o monopólio da Petrobras no mercado brasileiro. Dessa forma, empurra-se para a indústria uma conta que não é dela”, afirma.”

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