‘Florianópolis consegue se manter de pé e avançar’, diz Gean Loureiro

Em entrevista ao Grupo ND, prefeito destacou as principais ações que pretende adotar a curto e longo prazo na Capital

Para celebrar o aniversário de 348 anos de Florianópolis, o Grupo ND convidou o prefeito Gean Loureiro (DEM) para falar sobre o momento atual da cidade, os desafios e o trabalho executado nos últimos anos à frente do Executivo municipal.

“Floripa é um paraíso solar, iluminado e cheio de vida. Quem conhece, ama”, afirma Gean – Foto: Paulo Rolemberg/ ND“Floripa é um paraíso solar, iluminado e cheio de vida. Quem conhece, ama”, afirma Gean – Foto: Paulo Rolemberg/ ND

Gean destacou as ações de curto prazo, como o combate à pandemia para salvar vidas, e de longo prazo, como mobilidade e saneamento. Com uma rotina diária de trabalho, que começa cedo e termina apenas à noite, Gean disse que aguarda o fim da pandemia para curtir o que mais gosta de fazer na Capital: visitar as comunidades durante a semana e aproveitar os raros momentos de folga ao lado da família.

Veja a entrevista

Como Florianópolis chega aos 348 anos?

Resiliente. É assim que enxergo Floripa. Em meio a inúmeros desafios comuns à uma Capital do Estado, que também é uma metrópole, a vejo como uma cidade que consegue se manter de pé e avançar. Isso tudo sem deixar de encantar aqueles que visitam ou que já vivem há anos aqui. É um paraíso solar, iluminado e cheio de vida. Quem conhece, ama.

Numa visão geral, quais são os desafios a curto prazo da Capital dos catarinenses?

Nosso maior desafio a curto prazo é, sem dúvida, salvar vidas nesta batalha que enfrentamos contra a Covid-19 e, em paralelo, planejar ações de fomento à retomada da economia local. Com a pandemia sob controle após a vacinação em massa, aí sim, poderá existir uma economia sólida e com crescimento exponencial.

E o que precisa ser feito para que possamos manter a qualidade de vida oferecida nos próximos 30 anos?

Temos muitos desafios ainda. Nossa cidade é referência em qualidade de vida no Brasil e, por isso, recebemos um alto número de imigrantes. Isso faz com que o poder público tenha que ser mais ágil do que o normal para conseguir ofertar serviços necessários em diversos segmentos como mobilidade, saneamento, ampliação da política habitacional, saúde e equipamentos de lazer, por exemplo.

Como avalia a situação atual de mobilidade, apesar do impacto da pandemia, que reduziu a circulação de pessoas e veículos?

Avançamos muito na qualidade da infraestrutura viária ao revitalizar ou pavimentar mais de 200 quilômetros de vias públicas, construir calçadas e dobrar a estrutura cicloviária. Tudo isso auxilia na opção pelos meios de transporte alternativos como ônibus, bicicleta ou o próprio caminhar. Iniciamos pela implantação do primeiro corredor exclusivo de ônibus da cidade no trecho que se origina na Ponte Hercílio Luz até a Avenida Paulo fontes, trecho da rota final do acesso dos ônibus aos dois terminais da região central. Mas queremos acelerar ainda mais essa transformação.

Atualmente, em função até dos últimos acontecimentos, o saneamento da cidade voltou a chamar atenção. Seria uma nova prioridade para a Capital?

É, sim, uma prioridade para a cidade, que ainda não conta com uma cobertura satisfatória da rede de esgoto, entretanto, para acelerar as melhorias por parte do município, investimos na formação de equipes de fiscalização e programas como a Blitz Sanear, um grupo multidisciplinar e o Floripa Se Liga na Rede, que atua em conjunto com a blitz, orientando e cobrando a regularização do sistema de esgotamento sanitário das residências na Capital. Estamos na fase de consulta pública da revisão do Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico.

E o ambiente de negócios em Florianópolis melhorou?

Avalio que sim. O ecossistema de negócios é maduro e encontra-se em constante reinvenção. Há três anos e meio lançamos o Juro Zero Floripa, que concede empréstimos para ME e MEIs sem juros, caso o pagamento seja feito em dia. A taxa de atraso ou inadimplência é quase nula. Há quase um ano, por conta da pandemia, reformulamos esse programa para reduzir burocracias e aumentar o valor para que os negócios locais pudessem se reestruturar. Desde a sua criação, já foram mais de R$ 4 milhões emprestados e mais de mil negócios beneficiados. Também contratamos um programa de capacitação para esses empreendedores, o Salto Aceleradora de MEIs. Ainda em 2019, lançamos de forma inédita, o Plano Municipal de Desenvolvimento Econômico. Deu certo.

Florianópolis é um dos principais destinos turísticos do país, mas o potencial ainda é imenso. Como avançar no ponto de vista de infraestrutura?

O projeto do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte é um ótimo exemplo dessa virada de Floripa. Será um equipamento que vai virar a cidade de frente para o mar de uma vez por todas, além de contribuir com o fomento em quatro eixos principais: econômico, lazer, esporte e segurança. Após um ano de enfrentamento, que ensinamentos a pandemia trouxe para a cidade? Nos ensinou e vem nos ensinando a cada dia que sem empatia e solidariedade, por mais que se tenha outros recursos, qualquer luta torna-se ainda mais árdua. A união, enquanto não temos a vacinação em massa, é o fator x dessa batalha contra a pandemia da Covid-19.

Qual é o local preferido pelo prefeito para estar em Florianópolis? E por quê?

Antes da pandemia, durante o expediente, como todo bom manezinho, eram as visitas aos comércios locais e praças, conversando com as pessoas. Nos finais de semana, quando o trabalho permitia, eram as tardes na beira da praia com a Cíntia e minhas quatro filhas. Saudades de “viver a cidade”. Quando tudo isso passar, “tô” na rua de novo.

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Sou Bem Floripa