Florianópolis tem a 4ª carne mais cara da América Latina; veja lista

Capital de Santa Catarina só perde para as cidades de Santiago, no Chile, Montevidéu, no Uruguai, e São Paulo, no Brasil

Em meio à disparada da inflação no Brasil, um dos itens que mais pesou no bolso da população foi a carne. A cidade de Florianópolis, por exemplo, aparece em 4º lugar na lista das 27 cidades com o preço mais alto na América Latina, custando, em média, R$ 43,54 o quilo.

Produto apresenta variações nos últimos anos e, atualmente, está entre os mais caros do continente – Foto: Gabriel Lain/Arquivo/NDProduto apresenta variações nos últimos anos e, atualmente, está entre os mais caros do continente – Foto: Gabriel Lain/Arquivo/ND

De acordo com os dados levantados pelas plataformas Cuponation e Nunbeo, a Capital de Santa Catarina só perde para as cidades de Santiago, no Chile, Montevidéu, no Uruguai, e São Paulo, no Brasil.

Os valores da carne, bem como a posição das cidades no ranking, são embasados no atual valor do salário mínimo, na casa dos R$1.200 mensais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Confira o ranking das cidades com a carne mais cara na América Latina:

O Brasil é o país que mais aparece no ranking, com nove cidades entre as mais caras, e três integrantes no ‘top 5’. Na sequência, a Colômbia surge com cinco localidades entre as 27 mais custosas. Em relação ao contexto estadual, Florianópolis é a única da lista.

Entre as pesquisas que estudam o cenário do consumo de carne no Brasil, a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), realizada em intervalos de sete anos pelo IBGE, aponta que, em 2002, uma família catarinense poderia comprar 18,4 kg de carne vermelha por ano. Em 2018, esse número caiu para 14,9 kg, uma redução de 20% no consumo.

Reflexos da inflação

O Brasil começou 2022 com alerta ligado para os números da inflação. Conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, publicados pelo IBGE, publicado na sexta-feira (11), o país segue em escalada e a variação já soma 10,54% nos últimos 12 meses.

O mês de fevereiro, por exemplo, registrou alta de 1,01%, enquanto que janeiro teve índice de 0,47%. O segundo mês do ano, inclusive, teve o maior registro para o período desde 2015. Somando os dois primeiros meses de 2022, o índice chega a 1,56%.

O setor alimentício, com avanço de 1,28% nos preços, não é o único a enfrentar os efeitos de acréscimo dos valores, tendo em vista que a Educação lidera a crise, com alta de 5,61%. Com o reajuste no valor dos combustíveis aplicados pela Petrobras, a área de Transportes também deve apresentar mudanças, tendo em vista que, no último mês, subiu 0,46%.

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