Funcionários do Banco do Brasil realizam greve em Chapecó

A paralisação está programada para esta sexta-feira (29) em todo o Brasil e terá duração de 24 horas

Denunciar o plano de reestruturação anunciado recentemente pela direção do BB (Banco do Brasil). Esse é o objetivo da paralisação que servidores do BB realizarão nesta sexta-feira (29), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A greve de 24 horas foi aprovada em assembleia virtual da categoria e faz parte de uma mobilização nacional.

A paralisação é nacional – Foto: Agência Brasil/DivulgaçãoA paralisação é nacional – Foto: Agência Brasil/Divulgação

Segundo o Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, a reestruturação fechará centenas de agências e desligará 5 mil funcionários e provocará o descomissionamento de funções, ou seja, o bancário voltará à função de escriturário, que é função inicial,  o que resulta em redução salarial, e a extinção do cargo de caixa executivo.

“Quem perde também é a população, que terá o atendimento precarizado. Sobretudo nas cidades menores e mais distantes, onde os bancos públicos exercem um importante papel para a bancarização, ofertando crédito e serviços à uma parcela da sociedade que não interessa comercialmente aos bancos privados”, expôs o Sindicato em nota à imprensa.

A reestruturação representa mais um passo para o desmonte da empresa pública. Entre 2016 e 2019, o lucro líquido ajustado do banco aumentou 122%, passando de R$ 8,033 bilhões em 2016 para R$ 17,848 bilhões em 2019. No mesmo período, o BB fechou 19% das agências e encolheu o quadro de pessoal em 16%.

“Vamos cruzar os braços diante da conjuntura de desmonte do banco e de ataque aos bancários. O Banco do Brasil é uma instituição sólida, que tem caráter estratégico para o país e essa reestruturação só irá prejudicar os trabalhadores e a sociedade”, ressalta o diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Sebastião Araujo.

Contraponto

Segundo o portal Metrópoles, o BB informou ao mercado a decisão sobre a reestruturação no último dia 11 de janeiro. A medida, de acordo com o banco, visa ganhos de eficiência operacional. A estimativa é economizar R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões, até 2025.

Uma das metas da instituição é reduzir as agências físicas e reforçar a sua presença digital. O banco tem hoje 22 milhões de clientes digitais e quer conquistar mais 5,5 milhões em 2021. As medidas levantaram suspeitas de que o banco se prepara para uma privatização, mas o presidente Jair Bolsonaro já disse diversas vezes que isso não ocorrerá em seu governo.

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