Índice de confiança dos consumidores cresce quase 3% em Chapecó

Dados são de levantamento realizado pelo Sicom e o curso de Ciências Econômicas da Unochapecó

A confiança dos consumidores chapecoense subiu 2,42% no primeiro mês de 2022, ao passar de 84,58 pontos, registrados em dezembro, para 86,63 em janeiro. Isso é o que diz levantamento do ICC (Índice de Confiança do Consumidor), feita em conjunto pela área de Pesquisa e Estatística do Sicom Sindicato do Comércio da Região de Chapecó) e o curso de Ciências Econômicas da Unochapecó.

Confiança começou com alta no primeiro mês do ano – Foto: MB Comunicação/DivulgaçãoConfiança começou com alta no primeiro mês do ano – Foto: MB Comunicação/Divulgação

Realizada entre os dias 15 de dezembro e 4 de janeiro, a mostra indica que o aumento do índice de confiança foi puxado pelo grupo de homens (37,04%), seguido por pessoas com renda acima de R$ 4 mil (20,61%). Já as mulheres se mostraram pessimistas, reduzindo sua confiança em 16,83%.

Condições econômicas

A pesquisa traz, ainda, dados quanto ao ICE (Índice de Condições Econômicas). O levantamento mostra redução de 9,83%, atingindo 94,48 pontos, ante 104,79 pontos de dezembro, quando houve aumento de 35,49%. Os resultados indicam que os consumidores estão menos confiantes com relação às suas finanças e às condições para aquisição de bens duráveis, comparando-se com dezembro.

Já quanto ao Índice de Expectativas de Consumo (IEC), a pesquisa indica evolução positiva de 13,35%, totalizando 81,80 pontos, enquanto em dezembro esse número foi de 72,16. Esse aumento revela que os consumidores estão mais confiantes em relação aos próximos anos, se comparado ao último mês do ano passado.

Expectativa para o ano

Conforme indicações do levantamento, os resultados indicam a possibilidade de que o consumidor esteja confiante na melhor situação econômica do país após as eleições, ou até mesmo na expectativa de que, com o aumento na taxa de juros, haja redução na inflação, ampliando o poder de compra no decorrer do ano.

Essas variações também podem estar ligadas com algumas metas a serem cumpridas, como a esperança de que no longo prazo a situação financeira do próprio consumidor esteja melhor.

A professora responsável pelo levantamento, Cássia Ternus, explica que as pessoas tendem a estarem mais otimistas com novos ciclos e porque o clima natalino associado às festividades de fim de ano influenciam nas expectativas.

Ela argumenta que expectativas positivas são criadas, o que leva a acreditar que no médio e longo prazo a situação será melhor. Cita, ainda, que se esse otimismo não for abalado por outros fatores, a tendência é de que a partir do comportamento individual tenhamos tempos melhores no futuro. No entanto, a professora destaca que “é difícil garantir isso em função das inúmeras oscilações de mercado e contexto”.

Renda

A média da renda dos participantes da pesquisa é de R$ 2.718,78, enquanto em dezembro foi de R$ 4.207,94. As expectativas de gastos extras se reduziram de R$ 896,92 para R$ 475,00 neste mês. Já as expectativas de gastos pela internet reduziram de R$ 578,95 em dezembro para R$ 113,30 neste mês de janeiro.

As reduções em gastos extras e gastos pela internet foram motivadas pela queda na renda média dos participantes e o início do ano com expectativas de corte nos gastos. Além disso, há o fato de que dezembro é mês de férias, datas comemorativas e compra de presentes.

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