Mais de 50% dos comerciantes esperam aumento de vendas na Páscoa em Chapecó

Já nos supermercados, setor que representa 17,78% dos respondentes à pesquisa, não há boa expectativa para este período

A pandemia da Covid-19 completou um ano no Brasil e a chegada do aniversário trouxe também o pior momento da pandemia no país. Em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, a saúde entrou em colapso.

Páscoa em tempos de pandemia – Foto: Flávio Tin/NDPáscoa em tempos de pandemia – Foto: Flávio Tin/ND

Diante disso, o município decretou lockdown parcial por 14 dias. Isso fez com que o comércio fosse paralisado da mesma forma que ocorreu no início da pandemia, em março de 2020.

Para saber o posicionamento dos comerciantes em relação às medidas tomadas e qual o sentimento sobre as vendas para esta Páscoa, o Sicom (Sindicato do Comércio da Região de Chapecó) realizou levantamento, por meio do Sicom Pesquisas.

Resultados da pesquisa

Sobre a previsão das vendas para a Páscoa, a pesquisa indicou que 51,1% dos comerciantes chapecoenses esperam melhoria em relação ao ano passado. Outros 26,7% acreditam que as vendas ficarão abaixo do que ocorreu em 2020 e 13,3% esperam que sejam pelo menos iguais.

Já nos supermercados, setor que representa 17,78% dos respondentes à pesquisa, não há boa expectativa para este período. Dos representantes de supermercados, 75% responderam que esperam vendas menores em relação à Páscoa do ano anterior, enquanto apenas 12,5% esperam crescimento e outros 12,5% estimam que as vendas serão iguais.

Efetividade do lockdown

Com relação ao lockdown parcial, a pesquisa revela que 64,4% dos comerciantes consideram que suas empresas estavam mais preparadas agora em relação ao primeiro ocorrido no ano passado, enquanto 35,6% afirmaram permanecer iguais. Esse é um percentual elevado considerando o tempo da pandemia, indica a coordenação da pesquisa, para a qual foram ouvidos 45 empresários do comércio de Chapecó.

Os comerciantes também foram questionados sobre a efetividade do lockdown e 44,4% deles acreditam que realmente ajudou a frear os casos de corovavírus em Chapecó naquele período, 35,6% acreditam que não e 20% não têm certeza. No entanto, 80% dos entrevistados acreditam que existem meios mais efetivos de combater o alastramento da doença, enquanto 13,3% acreditam ser a paralisação o meio mais eficaz.

Outras alternativas

Sugestões de medidas que poderiam ser tomadas, de formato diferente do lockdown utilizado, também foram especificadas pelos comerciantes, explica o presidente do Sicom, Ricardo Urbancic.

Entre as alternativas, além da vacinação da população, estão a maior fiscalização e a ampliação do horário de funcionamento de bancos e lotéricas, pois são locais onde as pessoas precisam comparecer por necessidade e não por escolha.

A explicação é de que, com horários reduzidos, a tendência é de aglomeração, porque o número de pessoas é o mesmo em menor espaço de tempo. Alguns comerciantes também reclamaram da falta de educação de pessoas e da reduzida conscientização. Uma das indicações que deram foi no sentido da luta contra o coronavírus ser de todos, e se cada um fizer a sua parte as dificuldades diminuirão.

Quando questionados se estariam preparados para um terceiro lockdown, se mostraram mais seguros os representantes de supermercados, porque esses estabelecimentos são considerados atividades essenciais. Ou seja, 75% deles acreditam que o movimento aumentaria em seus estabelecimentos, mas 25% alertaram que, se os demais setores sofrem, o consumo se reduz, impactando diretamente no faturamento e na inadimplência.

Dentre o total de respondentes, 71,11% afirmam que teriam impactos negativos nesse caso, o que poderia resultar em demissões ou até fechamento da empresa. Assim, de acordo com o Sicom Pesquisas, mesmo buscando se preparar, os comerciantes entendem que o comércio sofre com o fechamento e, mesmo que não seja necessário fechar as portas, podem sentir queda de faturamento.

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