Melhoramento genético de raças bovinas permite alavancar o desenvolvimento no ramo

Carne produzida em territórios brasileiros, é reconhecida pela sua qualidade no país e no mundo

Carne bovina brasileira é mundialmente conhecida por sua qualidade – Foto: Divulgação/NDCarne bovina brasileira é mundialmente conhecida por sua qualidade – Foto: Divulgação/ND

Até o momento em que a carne chega na mesa das pessoas, o que muitos podem não saber, é que diversos processos acontecem antes para garantir a sua qualidade. Assim como os animais que fazem parte da pecuária e da produção de leite e seus laticínios. A bovinocultura é a área da Zootecnia responsável por estas técnicas direcionadas à criação de bovinos.

Antes do descobrimento do Brasil, estes animais não estavam em nosso território. Foram introduzidos principalmente pelos portugueses e, no restante da América do Sul, pelos espanhóis. “As raças oriundas de Portugal e da Espanha, vieram para colaborar com os trabalhos na colonização, assim como na produção de açúcar e na alimentação”, pontua o zootecnista, Roberto Vilhena Vieira. De lá para cá, muitas transformações aconteceram no meio, inclusive, impulsionadas pelo melhoramento genético das raças bovinas.

Os animais que vieram da Índia para o Brasil no século passado, hoje, representam 80% dos bovinos no país. Entre as principais raças zebuínas que são conhecidas e registradas pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), estão Nelore, Guzerá e Sindi. Há, ainda, diversas raças como as europeias Charolês, Blonde D’Aquitaine e Limousin; As vindas da Itália, Marchigiana e Chianina; Da Holanda, a raça produtora de leite, que é a raça holandesa, Holstein; E das ilhas do Reino Unido, o Angus.

A evolução das raças bovinas no Brasil

Ainda, de acordo com o zootecnista, todas estas raças mencionadas, se adaptaram à realidade do Brasil, como o clima, manejo, pasto e hoje, são devidamente registradas e controladas pelas associações de raça. “Elas fazem o controle da geologia e do aprimoramento genético. E temos uma evolução muito grande em termos de produção”, pontua Roberto. Ocorreu também melhorias no manejo sanitário e cuidados com estes animais. Inclusive, a tecnologia envolvida fez com que a produtividade e a eficiência dos animais aumentassem muito.

Trabalhos buscando o melhoramento genético são frequentes no Brasil – Foto: Divulgação/NDTrabalhos buscando o melhoramento genético são frequentes no Brasil – Foto: Divulgação/ND

Hoje, há no Brasil, rebanhos leiteiros respeitados destas raças, como o Holandês, Jersey e também de uma raça desenvolvida no país, dentro do cruzamento do Holandês com o Gir Leiteiro, que é o Girolando. Existem também em territórios brasileiros, diversos trabalhos de melhoramento genético conceituados, realizados por técnicos com auxílio de criadores, que enviam as informações para que sejam feitos os sumários de todos os animais.

“A produção de carne no nosso país também tem se destacado tanto no mercado nacional, quanto no mundial, pela sua qualidade, sabor, maciez e suculência”, acrescenta o zootecnista.

A desenvolvimento da bovinocultura em Santa Catarina

O desenvolvimento das raças bovinas está em crescimento em Santa Catarina. “O nosso estado importa muita carne, pois no momento, não é autossuficiente na produção para o consumo. Mas está crescendo em quantidade e também em qualidade no que está sendo produzido por aqui, cada vez mais estão entrando raças, principalmente as europeias e britânicas, para qualificá-las”, pontua o médico veterinário e coordenador do Programa de Gestão de Negócios e Mercados da Epagri, Marcelo Pedroso.

Santa Catarina vem crescendo tanto em produção como em qualidade na produção bovina – Foto: Divulgação/NDSanta Catarina vem crescendo tanto em produção como em qualidade na produção bovina – Foto: Divulgação/ND

Além disso, o avanço tecnológico tem sido bastante importante em todo o estado. “Nos últimos anos, o melhoramento genético destes animais tem se intensificado muito, assim como a tecnologia de produção aliada ao trabalho desenvolvido pela Epagri e demais parceiros, tanto no estado, quanto no sul catarinense”, destaca.

Evento no sul do estado destaca a pecuária e a agricultura familiar

A AgroPonte, feira tradicional no sul de Santa Catarina, realizará a sua 10ª edição neste ano. O evento acontecerá entre os dias 03 e 07 de novembro, no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, em Criciúma. Além de reunir quarenta associações e cooperativas da agricultura familiar com produção alimentar, terá também indústrias, revendas e concessionárias de máquinas, tratores, colheitadeiras, equipamentos, ferramentas, tecnologias e insumos para a produção no agronegócio, agricultura e pecuária.

A feira Agroponte completará 10 anos na edição de 2021 – Foto: Divulgação/NDA feira Agroponte completará 10 anos na edição de 2021 – Foto: Divulgação/ND

“Eventos como a AgroPonte, são fundamentais para o desenvolvimento do nosso estado. Nestes dez anos da sua realização, a feira tem trazido animais de qualidade de outras regiões para cá, tem feito seminários, julgamentos das raças, leilões, comercialização de animais e também degustações”, pontua Marcelo. Essa e demais ações, colaboram para impulsionar e divulgar o que é feito e comercializado pelos expositores da região.

Quem visitar a AgroPonte neste ano, poderá conferir a 8ª Feira Exposição de Animais; 5ª Feira Bovinos Comerciais Venda Direta; 3ª Exposição Oficial de Cavalos Crioulos e a 1ª Exposição Sul Catarinense do Dorper e White Dorper. Segundo o diretor da NossaCasa Feiras & Eventos e idealizador da AgroPonte, Willi Backes, as expectativas para esta edição estão altas. “Estamos mobilizados na organização desta AgroPonte para que seja memorável aos visitantes e expositores. Além de colaborar com a economia e a valorização da agricultura familiar e da pecuária no estado. Convidamos a todos para que venham prestigiar a feira”, relata.

Feira Agroponte vai reunir mais de 40 associações e cooperativas além de outros setores do agronegócio e pecuária  – Foto: Divulgação/NDFeira Agroponte vai reunir mais de 40 associações e cooperativas além de outros setores do agronegócio e pecuária  – Foto: Divulgação/ND

Além disso, o zootecnista Roberto Vilhena Vieira, realizará uma aula técnica nesta edição da AgroPonte. No encontro, explicará aos participantes sobre as raças bovinas, suas origens e também quais as utilizações possíveis no melhoramento genético. “Realmente é uma proposta muito interessante para esta aula que será interativa. Estou bastante animado para participar do evento em Criciúma”, afirma Roberto.

Mais detalhes da AgroPonte

Os ingressos para visitar a feira podem ser adquiridos antecipadamente pelo site www.agroponte.com.br ou durante o evento, diretamente na recepção pelo valor de R$ 5. Crianças menores de 12 anos de idade, devem estar acompanhadas de seus responsáveis e não pagam ingresso.

Horários de visitação da AgroPonte:

Quarta-feira (03/11): 16h às 22h.

Quinta-feira (04/11): 14h às 22h.

Sexta-feira (05/11): 14h às 22h.

Sábado (06/11): 10h às 22h.

Domingo (07/11): 10h às 18h.

Mais informações do evento podem ser conferidas diretamente pelo site da feira www.agroponte.com.br

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Agroponte

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