Novas áreas de cultivo de moluscos são interditadas em SC

Governo do Estado proibiu as atividades de maricultura em mais seis praias catarinenses por conta de excesso de toxinas que podem ser maléficas para a saúde

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural do governo de Santa Catarina anunciou nesta quinta-feira (22) a interdição de novas localidades para a retirada e comercialização de ostras e mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.

Os locais interditados são: Perequê, Ilha João da Cunha e Araçá, no município de Porto Belo; Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos; Praia do Pontal e Praia do Cedro, em Palhoça.

Novas interdições em cultivos de moluscos foram anunciadas – Foto: Nilson Teixeira/EpagriNovas interdições em cultivos de moluscos foram anunciadas – Foto: Nilson Teixeira/Epagri

De acordo com o governo do Estado, a proibição da prática é necessária quando é detectada uma concentração de ‘Ficotoxina Ácido Okadaico’ acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves.

Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores.

Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Liberação parcial

Ainda permanecem parcialmente interditadas as áreas de Sambaqui, Cacupé, Barro Vermelho, Costeira do Ribeirão, Freguesia do Ribeirão e Santo Antônio de Lisboa, no município de Florianópolis.

Nessas localidades está autorizada a retirada e comercialização apenas de ostras, que foram liberadas a partir de dois resultados negativos consecutivos para presença de toxina diarréica.

O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de formas diferentes diante das concentrações de algas tóxicas, por isso, a desinterdição é parcial.

“Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso, foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Ainda permanece proibida a retirada e comercialização de mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo.

O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

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Economia SC

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