Fabio Gadotti

fabio.gadotti@ndmais.com.br Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


O debate em torno do “passaporte da vacinação” em Florianópolis

Proposta anunciada no início da semana pelo prefeito Gean Loueiro divide opiniões

Continua rendendo a polêmica sobre o “passaporte da vacinação” anunciado no início da semana pelo prefeito Gean Loureiro (DEM).

Depois dos questionamentos da Abrasel-SC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e do Fortur (Fórum de Turismo da Grande Florianópolis), outras entidades questionaram a proposta nesta quarta-feira (25). Aemflo (Associação Empresarial da Região Metropolitana da Grande Florianópolis) e CDL-SJ (Câmara de Dirigentes Lojistas de São José) também repudiaram a ideia.

Segundo prefeitura, implantação do passaporte depende da campanha de imunização – Foto: Leo Munhoz/NDSegundo prefeitura, implantação do passaporte depende da campanha de imunização – Foto: Leo Munhoz/ND

“As empresas, já muito afetadas com todos os efeitos da pandemia, precisam exercer o seu papel que é gerar emprego e renda. Não cabe a elas fiscalizar se os clientes tomaram ou não a vacina, e sim ao poder público. Muitos já temos feito, inclusive com a promoção de descontos e benefícios aos vacinados”, disse o presidente das entidades, José Marciel Neis.

A posição da Acif (Associação Empresarial de Florianópolis), presidida por Rodrigo Rossoni, foi na mesma linha. “Mais uma vez, o Executivo municipal preferiu seguir o caminho do espetáculo das redes sociais, que lhe traz popularidade, do que efetivamente construir uma agenda colaborativa de combate à doença”, afirmou, em nota oficial.

Segundo a entidade, o passaporte “transfere à iniciativa privada a responsabilidade e a culpa por eventuais derrotas no combate à propagação da doença, sem atentar às práticas que o próprio setor público pode adotar”.

Ao fazer o anúncio, na segunda-feira, Gean Loureiro deixou claro que a medida será implantada depois de todos terem a chance de vacinar e que será construída em conjunto com todos os setores, mas ainda não há uma reunião programada para discutir o assunto com os empresários da gastronomia e de eventos.

O entendimento da prefeitura é de que ainda há tempo para articular essa conversa, já que a implantação do passaporte depende do cronograma de aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19.

Recebidos pelo prefeito Gean Loureiro nesta terça-feira (24), cerca de 15 donos de estabelecimentos que promovem shows divulgaram um abaixo-assinado de apoio ao passaporte.

“Apoiamos integralmente essa medida que vai potencializar o comércio local. Somos respeitosos a qualquer tipo de manifestação, mas entendemos que a exigência do passaporte permite ao poder público ampliar horários e capacidade de atendimento nos estabelecimentos”, argumentam.

“Estamos no processo de construção junto à prefeitura para balizar em quais estabelecimentos existirá a necessidade de adesão, para que tenham o benefício de diminuir as restrições atuais, bem como aqueles que serão dispensados do passaporte”, registram.

Um dos participantes do encontro e signatário do documento, o DJ Anão considera que a medida seria um estímulo para as pessoas se vacinarem e garantiria mais segurança aos frequentadores.

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