João Paulo Messer

Política, economia, bastidores e tudo que envolve o cotidiano e impacta na vida do cidadão de Criciúma e região.


O Sul de Santa Catarina acende uma nova luz

Como a região pode afastar a ameaça de perder o carvão como fonte geradora de energia e economia

O Sul do Estado elegeu como prioridade a luta pela manutenção de um modelo único de produção de energia, o da Usina Termelétrica Jorge Lacerda. Se ele falhar a região perde mais de R$ 6 bilhões/ano da sua economia e fecha cerca de 22 mil empregos.

Complexo Termelétrico localizado em Capivari de Baixo consome o carvão produzido na região de Criciúma – Foto: Plinio Bordin/Divulgação/NDComplexo Termelétrico localizado em Capivari de Baixo consome o carvão produzido na região de Criciúma – Foto: Plinio Bordin/Divulgação/ND

O resto são reflexos ainda não calculados. Estes são dados apurados às pressas e tabulados em planilhas que engrossam as pastas das lideranças políticas da região que tem invadido Brasília para evitar o pior.

A Engie Brasil anunciou ainda para este ano o início do fim da produção de energia a partir do carvão. A desativação gradual das unidades de produção.  O fim do fim neste caso é 2025.

Diria que inclusive a Covid-19 fica em segundo plano quando autoridades olham para o impacto que isso terá à economia da região. Mas já existe uma luz no fim do túnel.

É a promessa dos bastidores de gabinetes em Brasília de que “remendos” serão feitos para estender o modelo de geração viável por pelo menos mais 15 anos, seja através da Engie ou por outros investidores.

Assim terminou a última reunião a respeito. E o argumento não foi o do impacto econômico, mas o alerta de que o país corre riscos de desabastecimento energético e a única fonte confiável é o da geração de energia por usinas termelétricas.

NDTV Record TV em Criciúma 

Desde o dia 8 de dezembro do ano passado a NDTV Record TV tem emissora geradora em Criciúma. Com ela entro no grupo após 42 anos de profissão no jornalismo.

A partir de hoje aqui com este espaço destinado a escrever sobre os bastidores do Sul do Estado. Na TV como âncora do Balanço Geral regional.

Neste extremo de Santa Catarina reside uma exigência nem sempre correspondente a sua proporção na economia ou geografia. Desde que ganhamos a Copa do Brasil em 1991 não se considera mais empate e derrota resultados do futebol.

Imaginem então como são nossos dias em tempos de Série C. Uso a analogia com o futebol para sintetizar o poder de exigência que se vive por aqui. Menos mal que nosso grupo entrou forte por aqui.

A satisfação com a qualidade da geração local de conteúdo regional de televisão que a NDTV faz atualmente, nos remete aos velhos tempos – década de 70/80 – em que o Sul era conhecido no Estado por isso.

As vezes por aqui nós nos intitulamos capital da imprensa. Mas essa coisa de bairrismo deve ser contágio originário aqui mais ao sul. Coisa do tipo: por aqui tudo é melhor. Este é o Sul de onde irei escrever a partir de hoje. A gente se orgulha do que tem, do que já teve e do a gente ainda vai ter.