Os impactos dos congestionamentos na vida e no bolso do usuário da BR-101

Engarrafamentos, filas quilométricas e custos econômicos se acumulam ao longo da rodovia que corta o estado, mas há solução: investimento em ações e projetos alternativos

Há 13 anos, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a concessionária responsável por administrar a BR-101 firmaram o contrato de concessão para garantir a boa estrutura da rodovia que corta o estado pelo litoral e é a artéria da economia catarinense. Entre os pontos importantes que deveriam ser respeitados no contrato para garantir que a BR-101 tivesse as melhores condições para quem trafega pela rodovia seja para transporte usual, seja para girar a economia, está a garantia de fluidez no trânsito, o que deveria ser uma obrigatoriedade na entrega do que é chamado de “serviço adequado” no documento.

<span style="font-weight: 400;">São quilômetros e quilômetros de congestionamentos na Grande Florianópolis, em Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Itapema e Joinville</span> &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDSão quilômetros e quilômetros de congestionamentos na Grande Florianópolis, em Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Itapema e Joinville – Foto: José Somensi Fotografia/ND

“O serviço adequado que caracteriza o objeto deste contrato é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, conforto, segurança, fluidez do tráfego, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”, aponta trecho do contrato.

O trecho catarinense, no entanto, apresenta diversos pontos que vão no caminho oposto ao que prega o documento. São quilômetros e quilômetros de congestionamentos na Grande Florianópolis, em Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Itapema e Joinville.

Com o contrato expirando em 2033, a concessionária tem como planos para desafogar o trânsito duas grandes obras: a ponte sobre o rio Camboriú, que iniciou em fevereiro e tem um prazo de 18 meses para conclusão e a construção da terceira faixa entre Palhoça e São José, com 12 meses de prazo para a entrega.

A grande obra, no entanto, virou uma novela. A construção do Contorno Viário, que já dura mais de uma década e tinha como previsão de entrega 2012, tem um prazo de mais três anos de execução, o que, em tese, significa que em 2024, a obra será finalizada.

<span style="font-weight: 400;">Os congestionamentos potencializam os riscos de acidente, atrasam o desenvolvimento social e impactam diretamente na economia.</span> &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDOs congestionamentos potencializam os riscos de acidente, atrasam o desenvolvimento social e impactam diretamente na economia. – Foto: José Somensi Fotografia/ND

Os congestionamentos geram desconforto, potencializam os riscos de acidente, atrasam o desenvolvimento social e impactam diretamente na economia.  Entre os custos que se multiplicam devido aos congestionamentos estão o de combustível, os operacionais, a emissão de poluentes, os custos de acidentes, além dos custos de tempo de viagem dos usuários.

De acordo com estudo realizado pela FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), que analisa os impactos da falta de investimento e estrutura na BR-101, além de apontar soluções com ações alternativas para desafogar o trânsito, dar mais mobilidade, agilidade, conforto e segurança aos usuários ao mesmo tempo em que potencializa o tráfego e, por consequência, a evolução social e econômica do entorno da rodovia, na ponta do lápis, o custo é bilionário.

Com a implantação dos projetos propostos no estudo, as melhorias do projeto e traçados alternativos com vias secundárias podem gerar um benefício econômico aos usuários, apenas no trecho entre Navegantes e Palhoça, na ordem de R$ 9,5 bilhões em valores econômicos até 2032, no final da concessão. A economia é muito superior ao valor estimado para investimento nas obras propostas, que é de R$ 1,2 bilhões.

O tráfego continuará aumentando. O número de veículos se multiplica, a produção catarinense cresce a cada dia, os turistas escolhem cada vez mais Santa Catarina como destino e a BR-101 está inserida no dia a dia de diversos municípios que crescem no seu entorno. O tráfego urbano se mistura ao rodoviário e, sem medidas alternativas, os custos, que já são bilionários, continuarão aumentando em todos os segmentos. 

As medidas alternativas são algumas das ações propostas pela FIESC na campanha “BR-101, SC não pode parar”, realizada em parceria com o Grupo ND, com o objetivo de  garantir a segurança e a eficiência na rodovia que é a artéria econômica e social de Santa Catarina.

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BR-101 – SC não pode parar

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