Plano traça retomada da economia em Florianópolis pós-pandemia

Acif apresenta o Pacto Floripa, com 38 propostas para a retomada da economia em cinco áreas do setor produtivo da Capital catarinense

O plano de retomada da economia pós-pandemia de Covid-19 liderado pela Acif (Associação Empresarial de Florianópolis) em parceria com o Sebrae, Acate (Associação Catarinense de Tecnologia) e classe empresarial foi apresentado nesta quarta-feira (9) à imprensa regional.

Com foco em cinco áreas – tecnologia, turismo, educação, saúde e bem viver -, o Pacto Floripa tem por objetivo unir toda a sociedade e setor produtivo na construção de uma cidade referência no Brasil.

Plano traça retomada da economia em Florianópolis pós-pandemia – Foto: Anderson Coelho/ND

A construção do plano começou em abril com a coleta de informações sobre essas cinco áreas, como foram afetadas pela pandemia e o que pode ser feito para que se reposicionem no mercado.

O presidente da Acif, Rodrigo Rossoni, salienta que o plano é para a cidade e que foi feito com a participação de 33 entidades dos mais diversos segmentos. Para ele, a retomada da economia local deve ser feita com a participação de toda a cidade.

De acordo com Rossoni, foram utilizados planos internacionais e locais, como o Floripa Sustentável e o desenvolvido pela Fiesc, por exemplo, na formatação do pacto proposto pela Acif.

“Escolhemos o nome Pacto Floripa com o objetivo de envolver todos os atores. Não dá para ter dez planos, precisamos ter um norte e o Pacto Floripa vem nessa direção. E agora temos o trabalho de articulação, que diz respeito a cada vez mais unir as forças que têm na nossa cidade”, diz.

Turismo tem urgência

No Pacto Floripa, que tem entre seus elaboradores a Falcone, referência em consultoria de gestão, as 38 propostas estabelecidas têm prazos de implantação – que se dividem em curtíssimo, curto e médio.

Rossoni comenta que entre as 18 propostas de curtíssimo prazo, as relacionadas ao turismo têm uma certa urgência e serão imediatamente implementadas.

Entre os exemplos citados por ele, está a necessidade de capacitação do trade turístico. Segundo Rossoni, o setor está preparado para realizar um tipo de atendimento e agora precisa se adaptar.

“Estamos buscando disseminar padrões até mesmo para criarmos um selo de segurança para que a cidade possa se posicionar dessa maneira como um todo”, afirma o presidente da entidade, referindo-se a treinamento e capacitação para atendimento a diversos perfis de turistas que visitarão Florianópolis durante e após a pandemia. A expectativa é que os resultados já sejam percebidos no próximo verão.

Impactos da pandemia

Segundo o levantamento feito pela Falconi, os principais impactos provocados pela pandemia foram sentidos na educação (expectativa de evasão e queda de matrículas), no turismo (queda de 83% do faturamento) e na área de saúde, com a redução da receita dos hospitais em 26%, no primeiro quadrimestre.

A área de tecnologia, de forte presença em Florianópolis, sofreu menor impacto, mas também foi afetada. O plano coordenado pela Acif pretende alcançar todos esses setores.

Referências para elaborar o Pacto Floripa

Foram utilizadas 38 referências externas para a elaboração do Pacto Floripa, entre elas algumas locais. Mais de 60 profissionais participaram e envolveram 33 entidades para a estruturação da 38 propostas contidas no plano.

Foram elaborados cinco propostas de projetos estratégicos para a cidade; seis para o setor de tecnologia; oito para o turismo; 10 para a área de saúde e bem viver e nove para a educação.

Essas propostas visam também melhorar a situação de Florianópolis em relação aos ODS, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, referentes à saúde e bem-estar, indústria, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades e vida e água.

Eventos de tecnologia

Gerson Scmitt, da Acate, comenta que o setor de tecnologia deve se preocupar em atrair, captar e manter os talentos em Florianópolis, cuja mão de obra continua crescente.

Ele também afirma que, em breve, a Capital voltará a ser movimentada por eventos de tecnologia que já estavam planejados e começam a ser repensados, como o Floripa Conecta.

“Unindo esforços localizados regionais na área de turismo, de tecnologia e uma participação do governo em manter regras sanitárias, esses setores podem romper a barreira”, diz.

Objetivos do plano

  • Orientar e apoiar a cidade e região metropolitana de Florianópolis no seu desenvolvimento;
  • Reduzir os impactos e consequências do coronavírus nos setores produtivos;
  • Aperfeiçoar as vocações da cidade como turismo, tecnologia, saúde e educação como motores do desenvolvimento;
  • Recuperar e fortalecer as empresas para serem mais competitivas.
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