Por que a BR-101 é a artéria de desenvolvimento de Santa Catarina?

A rodovia que corta o país e atravessa 32 municípios catarinenses é a engrenagem principal do crescimento econômico, turístico e populacional do Estado

A BR-101 é a<span style="font-weight: 400;"> peça fundamental na engrenagem econômica do Brasil</span> &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDA BR-101 é a peça fundamental na engrenagem econômica do Brasil – Foto: José Somensi Fotografia/ND

Uma rodovia que pulsa como artéria do país, que atravessa o Brasil de Norte a Sul permeando o Litoral. A BR-101 faz parte da vida de todos os brasileiros, seja de maneira direta ou de maneira indireta, é a rodovia que transporta a vida do país. Milhares de pessoas transitam pela BR-101 todos os dias. Diariamente, é pela rodovia que alimentos e insumos variados se movem fazendo parte da engrenagem econômica e social do Brasil.

Começando em Touros, no Rio Grande do Norte e terminando em São José do Norte, no Rio Grande do Sul, as curvas da 101 cruzam o país levando vidas, histórias e movendo o país através das rodas que deslizam pelo asfalto da rodovia. Com mais de 4,6 mil quilômetros, a BR-101 também atravessa Santa Catarina. No Estado, são aproximadamente 460 quilômetros entre Garuva, ao Norte, e Passo de Torres, ao Sul. Até ligar os dois municípios, outros 30 são diretamente impactados pela rodovia, uma das principais do território brasileiro.

Além de Garuva e Passo de Torres, Joinville, Araquari, Barra Velha, Balneário Piçarras, Penha, Navegantes, Itajaí, Camboriú, Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Tijucas, Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José, Palhoça, Paulo Lopes, Imbituba, Laguna, Capivari de Baixo, Tubarão, Jaguaruna, Sangão, Içara, Criciúma, Maracajá, Araranguá, Sombrio, Santa Rosa do Sul e São João do Sul são cortados pela BR-101 e crescem, ano após ano, graças ao impacto que ela produz.

O impacto da BR-101 é visível no tráfego diário &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDO impacto da BR-101 é visível no tráfego diário – Foto: José Somensi Fotografia/ND

Em uma década, entre 2010 e 2019, Santa Catarina viu seus municípios se desenvolverem, sua população se multiplicar e sua economia crescer de forma vertiginosa, em segmentos variados, mas que possuem uma ligação: a logística de transporte. E a logística de transporte, seja ela de população, turistas, produtos ou insumos, passa, quase que obrigatoriamente, pela BR-101.

O impacto da BR-101 é visível no tráfego diário, nas horas demandadas nos trajetos entre as cidades e regiões catarinenses, mas a rodovia é peça fundamental na engrenagem econômica do Estado e sua influência direta no desenvolvimento econômico das cidades localizadas no seu entorno pode ser percebida na aceleração do PIB (Produto Interno Bruto) desses municípios. 

De acordo com o levantamento realizado pela FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) com base nos dados coletados e fornecidos pelo IBGE (Instituto Geral de Estatísticas) o PIB total dos municípios do entorno da rodovia saltou de R$ 76,4 bilhões em 2010 para R$ 144,3 bilhões em 2017, um crescimento de quase 90% em apenas sete anos. A projeção para 2029 é ainda mais impressionante. Com aumento percentual de mais de 270%, a estimativa é de que o PIB seja de aproximadamente R$ 534,7 bilhões.

O PIB cresceu junto com a população desses municípios, que saiu de 2,9 milhões em 2010 para 3,5 milhões em 2019, o que representa 49% da população catarinense e com uma expectativa de ultrapassar os 4,3 milhões em 2029. 

SC viu seus municípios se desenvolverem e sua população se multiplicar &#8211; Foto: José Somensi Fotografia/NDSC viu seus municípios se desenvolverem e sua população se multiplicar – Foto: José Somensi Fotografia/ND

O número de empregos gerados se multiplica graças a importância da BR-101 para a logística de transporte que trouxe, inclusive, diversas empresas para Santa Catarina, além de potencializar a atuação daquelas que já atuam há décadas no território catarinense. Em 2018, a corrente de comércio gerava US$ 20,9 bilhões com 110,9 mil estabelecimentos. Além disso, o número de trabalhadores no entorno da rodovia era de cerca de 1,2 milhão de pessoas. O resultado do impacto econômico é uma arrecadação entre impostos federais e ICMS de mais de R$ 53 bilhões em 2018.

Os números de aceleração econômica, arrecadação e desenvolvimento populacional impressionam e as projeções, ainda mais. No entanto, a estrutura precisa acompanhar o crescimento e, atualmente, a BR-101 tem se tornado um problema e trava não apenas o fluxo do trânsito em filas quilométricas ao longo da sua malha, mas impede o crescimento ordenado, sustentável, econômico e social desses municípios que se utilizaram dela para progredir e enxergam na rodovia, no atual cenário, um entrave com a falta de modernização e ações alternativas para o aumento na demanda populacional, turística e econômica da região.

Enquanto isso, projetos para buscar soluções esbarram em burocracia enquanto a fila só cresce na BR-101. A FIESC quer mudar essa inércia. Por isso, lançou, junto com o Grupo ND, a campanha “BR-101 do futuro, SC não pode parar”, que tem como objetivo garantir a segurança e a eficiência na rodovia, que é a artéria econômica e social de Santa Catarina.

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BR-101 – SC não pode parar

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